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21 Setembro de 2020 | 19h49 - Actualizado em 21 Setembro de 2020 | 19h49

Vítimas das chuvas recebem lotes para autoconstrução dirigida

Ndalatando - Duzentas e sessenta e cinco famílias sinistradas pelas chuvas começaram a receber hoje lotes de terreno para auto-construção dirigida, na localidade do Quilómetro Onze (Km 11), município do Cazengo, província do Cuanza Norte, no âmbito do projecto do governo provincial de melhoria das condições de habitabilidade dos munícipes.

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A cerimónia formal de entrega dos primeiros títulos de concessão de espaços foi orientada pelo governador do Cuanza Norte, Adriano Mendes de Carvalho.

Os beneficiários são pessoas que viram as suas residências destruídas em Ndalatando, capital da província, em consequência das chuvas que assolaram a circunscrição, em Abril último.

A zona de loteamento do “Km 11” compreende uma área de 262, 32 hectares, para mais de três mil lotes, 500 dos quais já parcelados, para a construção de casas do tipo T2, T3 e T4.

No local, serão preparados, inicialmente, dois mil e 945 lotes, sendo 860 na primeira fase, mil e 100 na segunda e 980 na terceira fase.

O espaço será também aproveitado para o reassentamento de famílias que construíram em zonas de risco, como encostas de montanhas, leitos de rios, cursos de água, assim como cidadãos interessados em adquirir espaços para construção de moradias ou de estabelecimentos comerciais.

Cada família vai receber uma parcela de 187,5 metros quadrados (12,5x15 metros), ao custo de 140 mil e 370 kwanzas, a ser liquidado num prazo de 18 meses (cerca de oito mil kwanzas/mês).

Além do contrato-promessa, os beneficiários são contemplados, no acto de entrega, com a declaração de posse do terreno, licença de construção, croquis de localização e  planta de construção da casa modelo que foi erguida no local.

O loteamento do “Km 11” conta já com água potável fornecida por um furo artesiano instalado no local, energia eléctrica da rede pública e arruamentos.

Estão ainda projectados para o local a construção de outros equipamentos sociais como posto policial, escola primária, infantário, igreja, posto de saúde, bombeiros, área comercial e estruturas de recreação e desportivas.

O bairro vai beneficiar no futuro de uma conduta de abastecimento de água derivada da nova estação de captação para Ndalatando, que será construída no rio Lucala.

Outras 12 casas modelos de diferentes tipologias estão em construção no novo bairro, o primeiro projecto urbanístico do género, a ser implantado no Cuanza Norte, desde a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.

Na ocasião, o governador do Cuanza Norte, Adriano Mendes de Carvalho, disse que a idealização daquele projecto de reassentamento está focada na perspectiva de criação de uma nova dinâmica no domínio da melhoria das condições habitacionais da população.

Pretende-se, igualmente, com o projecto, promover um modelo da autoconstrução dirigida de habitações condignas em zonas urbanizadas e por esta via desencorajar as construções em áreas de risco.

Disse que a par desses projectos, o governo do Cuanza Norte pretende também fomentar no local a agricultura, através da criação de cooperativas agrícolas, num loteamento agrário, onde estão a ser preparados mais de 75 hectares de terras para o cultivo, a serem entregues a 150 beneficiários, numa primeira fase.

Cada beneficiário vai ser receber meio hectare para actividade agrícola.

Referiu que a ideia é integrar no processo produtivo os futuros moradores do bairro, incentivando-os a fazerem parte da cooperativa agrícola.

As chuvas que caíram em Abril deste ano provocaram em Ndalatando, segundo o Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, a destruição de 265 casas  e inundações a  mil e 515 s residências, desalojando mil e 778 famílias, devido ao transbordo dos rios Muembeji e Catenda.

No total, oito mil e 902 pessoas foram afectadas pelo temporal em Ndalatando.

As zonas mais afectadas foram os bairros Ilha, Sambizanga, Quibuangoma, Posse e Camundai.

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