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04 Agosto de 2020 | 17h26 - Actualizado em 05 Agosto de 2020 | 15h29

Ministério quer reforço da cooperação com imprensa estrangeira

Luanda - O secretário de Estado da Comunicação Social, Nuno Caldas Albino, afirmou hoje que o Governo Angolano pretende reforçar as relações de cooperação com os órgãos de imprensa estrangeiros acreditados no país.

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Secretário de Estado da Comunicação Social, Nuno Caldas Albino

Foto: Pedro Parente

Essa pretenção, segundo o secretário de Estado, decorre do facto dessas instituições divulgarem, a nível internacional, as grandes transformações sociopolíticas e económicas que ocorrem no país.

Em declarações à imprensa no final de um encontro com os correspondentes dos órgãos de comunicação social estrangeiros, Nuno Caldas Albino disse que o presidente João Lourenço inaugurou uma nova etapa que tem propiciado mais abertura à imprensa, razão pela qual há necessidade do reforço da cooperação institucional com estes órgãos.

“Angola vive um novo momento político que tem propiciado maior abertura da comunicação social e os órgãos estrangeiros têm sido veículos para divulgar a nova realidade do país. Por isso, pretendemos estabelecer maior proximidade e cooperação institucional, para facilitar o trabalho”, salientou.

Justificou que a falta de colaboração institucional tem levado alguns órgãos de comunicação social estrangeiros a reportar matérias que não reflectem a realidade angolana, atitude que tem manchado a imagem do país além fronteiras.

“Recentemente tivemos matérias da RTP-África e da SIC cujos conteúdos não correspondem à realidade que vivemos. Entendemos que o país vive dificuldades e coabitamos com isso, mas não aos extremos em que as matérias foram produzidas, e isso cria desconforto ao poder político e aos angolanos”, lamentou.

Para contornar a situação, frisou que o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social está a concluir o processo de reestruturação de toda a comunicação institucional do Executivo, quer interna quer externa.

Disse que esse processo vai culminar com a criação de uma plataforma de comunicação digital do Governo, que será determinante para facilitar o acesso à informação por parte dos jornalistas nacionais e estrangeiros e dos cidadãos.

Durante o encontro, os jornalistas elencaram algumas dificuldades no exercício da profissão, nomeadamente a falta de acesso às fontes de informação, principalmente do Executivo e da Presidência da República.

Silva Candembo, um dos correspondentes que interveio durante a reunião, lamentou a falta de cobertura pelos órgãos estrangeiros das actividades no Palácio Presidencial e questionou se aos correspondentes  será atribuida a carteira profissional de jornalista.

Em resposta, o secretário de Estado disse que a Comissão de Carteira e Ética vai, nos próximos tempos, dar início ao processo de emissão de carteiras para os profissionais nacionais e estrangeiros autorizados a exercer a profissão no país.

Participaram do encontro os directores nacionais de informação e comunicação institucional e de publicidade do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, António de Sousa e José Matuta, respectivamente.

Em Angola estão acreditados 13 órgãos de comunicação social estrangeiros.

Assuntos Sociedade  

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