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02 Novembro de 2020 | 18h53 - Actualizado em 03 Novembro de 2020 | 13h08

Reflexão entre famílias marca Dia dos Finados

Luanda - O Dia dos Finados, assinalado hoje, foi marcado em todo o país para a reflexão entre as famílias, uma vez que estavam proibidas as habituais rumarias para os cemitérios, com vista a conter a propagação da Covid-19.

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Em Saurimo, província da Lunda Sul, algumas famílias realizaram encontros em casa, onde rezavam e entoam canções em memória dos seus entes queridos.

Numa ronda efectuada, a Angop constatou famílias a respeitarem as medidas de biossegurança, com destaque para o número reduzido de pessoas, entre 10 a 15, o distanciamento físico e colocação de recipientes para a higienização das mãos.

Algumas igrejas, como a Católica e a Assembleia de Deus Pentecostal, realizaram missa de reflexão com poucas pessoas, reforçando o apelo à necessidade de se manter em casa.

A Administração Municipal de Saurimo controla sete cemitérios, dos quais dois na cidade e cinco na periferia.

Já no Cuito, província do Bié, alguns munícipes se manifestaram descontentes face ao mau estado em que se encontram os cemitérios, com a vandalização das campas, existência de capim e lixo.

O Cuito conta com “vários” cemitérios nas comunas e aldeias, cujo número exacto é desconhecido, mas, a nível da sede local, a administração controla os Cemitérios Municipal, do Chissindo e Catombotombo, considerados de referência, além do Cemitério Monumento.

Neste último campo santo, estão sepultados pelo menos sete mil mártires da resistência do Cuito (Bié).

Abordado pela Angop, o padre da Diocese do Cuito/Bié, Artur Handa Savita, disse que, face às restrições impostas pela Covid-19, as famílias devem criar condições de rezar pelas almas dos seus entes queridos nos seus domicílios.

Na Huíla, o preço de flores, sobretudo as de cultivo como lírios e rosas, assim como as selvagens, registaram uma queda vertiginosa nesta segunda-feira nas ruas da cidade do Lubango, como consequência do impedimento imposto pela administração do Lubango, que fechou os cemitérios para evitar ajuntamentos.

Um boquet que oscilava entre mil e quinhentos a dois mil Kwanzas, na última sexta-feira, hoje ficou por 500 kwanzas, dada a fraca procura.

Numa ronda feita pela ANGOP, as comerciantes lamentaram a fraca procura e, por ser um produto de degradação rápida, tiveram de optar por uma redução drástica dos preços.

A Administração do Lubango tem sob controlo os cemitérios da Mitcha, Mutundo, Nambambi, Camumuila, Kwawa e Mapunda, arredores desta urbe, para além dos existentes nas comunas do Hoque, Quilemba, Huíla e Arimba.

Na capital do país, Luanda, os cemitérios registaram falta de movimento e reduzida afluência de pessoas.

Actualmente, o país soma 11.035 casos confirmados de Covid-19, com 286 óbitos, 4.929 recuperados e 5.829 activos, sendo a província de Luanda o epicentro da pandemia em Angola.

O Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Finados, é uma efeméride com origens religiosas, mais especificamente à cristã católica, comemorada em diferentes partes do planeta.

Em Angola, o dia 02 de Novembro é feriado nacional e tornou-se tradição as famílias homenagearem os seus entes queridos, com rezas, limpezas e deposição de flores sobre campas.

Para cumprir com o ritual, muitas famílias afluem aos cemitérios, onde são celebradas missas em memória aos defuntos.

A data é celebrada com outras actividades em homenagem aos mortos. “Os vivos rezam pelos cristãos que estão no purgatório, estado no pós-vida, onde as almas são purificadas antes de irem ao céu”, assim postula a religião.

Segundo fontes religiosas, o acto de rezar pelos mortos é praticado desde o século I, porém foi apenas no século XI que os papas João XVIII, Silvestre II e Leão IX instruíram os fiéis a dedicarem ao menos um dia anualmente para lembrar e rezar pelas almas daqueles que já partiram.

Assuntos Efeméride  

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