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16 Outubro de 2019 | 12h53 - Actualizado em 16 Outubro de 2019 | 12h53

Jornalista alerta sobre perigos das redes sociais

Benguela - O director do centro de produção da Televisão Pública de Angola em Benguela, Paulo Fuete, apelou aos jovens maior responsabilidade no consumo de informações veiculadas nas redes sociais, por muitas vezes não ?terem rosto? (autor identificado).

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Logotipo da TPA

Foto: Divulgação

Falando, hoje, durante uma conferência sobre o impacto da televisão na sociedade angolana, promovido pela TPA, no âmbito dos 44 anos de existência daquele órgão de comunicação social, a assinalar-se a 18 do corrente, disse que a informação veiculada nas redes sociais muitas vezes não tem rosto e nem obedece aos princípios básicos do jornalismo.

Na sua óptica, qualquer cidadão pode, através das plataformas digitais, publicar o que quiser sem cumprir as regras, desde notícias falsas, mentiras políticas, campanhas de ódio, constrangimentos públicos, agressões verbais, preconceitos, assédios, exposições de intimidade, dentre outros males.

“É visível nos dias de hoje, o pouco interesse dos jovens em aderirem os programas televisivos e percebe-se que a maior preocupação é consumirem matérias das redes sociais, cuja cautela se impõe tendo em conta a veracidade duvidosa de muitas matérias”, disse.

Já o prelector da conferência, o jornalista Joaquim Freitas, chamou atenção aos produtores de televisão a fazerem programas noticiosos com conteúdos de qualidade, cumprindo as regras da profissão, porque existem jovens atentos e críticos que seleccionam as matérias que consomem.

Interrogado sobre uma grande procura dos canais europeus, sobretudo portugueses, Joaquim Freitas afirmou que tem a ver com a qualidade dos conteúdos programáticos e da informação.

“Quando os órgãos de comunicação começarem a cumprir as regras básicas do jornalismo, enriquecerem e diversificarem os conteúdos, certamente haverá maior consumo pelo público jovem, com um sentido crítico cada vez mais apurado”, disse.

Entretanto, a vice-governadora provincial de Benguela para a área política, social e económica, Deolinda Valiangula, defendeu que a televisão tem a componente de entreter, informar e educar, por ser um meio de comunicação muito forte.

 “Infelizmente, os dados apontam que nos dias de hoje os jovens estão menos interessados nos programas de TV, sobretudo o noticiário, e estudos realizados irão permitir que a TPA reveja a sua grelha de programação no sentido de maior atracção da juventude”, frisou a responsável.  

Participaram da conferência, realizada no auditório do Hospital Geral de Benguela, políticos, académicos, estudantes universitários e alunos de diversas instituições de ensino públicas e privadas (II ciclo).

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