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21 Setembro de 2019 | 19h27 - Actualizado em 21 Setembro de 2019 | 19h27

Papel da mulher na consolidação da paz exaltado em fórum

Luanda - O papel da mulher na consolidação da paz e o seu contributo para a estabilidade das famílias foi exaltado, neste sábado, durante o Fórum das Mulheres, enquadrado na Bienal de Luanda.

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Ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira

Foto: Alberto Juliao

A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, que orientou o acto, avançou que as mulheres constituem a base fundamental das famílias, além de serem as mais presentes na educação, sensibilização e engajamento social nas comunidades.

Carolina Cerqueira afirmou que falar das mulheres na cultura de paz é falar do diálogo construtivo, da necessidade de se formar uma geração que preze pela não-violência e a negociação para a resolução de conflitos, construindo a confiança e a cooperação à partir de relações de amor, partilha e inter-ajuda, onde cada cidadão é um verdadeiro agente e mediador da paz.

Segundo a governante, a definição de paz está para além da ausência de conflito, à sua construção  exige um novo olhar sobre o conceito de paz, na medida em que não é apenas a cessação de conflitos bélicos, mas, sobretudo, a noção de que é fundamental haver estabilidade, desenvolvimento sustentado e o respeito pelos direitos humanos.

Defendeu que a construção da cultura de paz exige de todos um amplo cuidado para com as crianças, idosos, famílias,  comunidade e a natureza, razão pela qual a educação deve voltar-se para ensinar continuamente o respeito à vida.

A cultura da paz rejeita à violência física, sexual, étnica, psico-emocional, social, das palavras e das acções, razões apontadas por Carolina Cerqueira já que para uma verdadeira cultura de paz é preciso eliminar não só a violência criminal mas também a familiar. 

Destacou igualmente o papel das mulheres na mudança de paradigmas com afirmação dos valores femininos e da sua alma humana, promovendo nova percepção do mundo e da vida.

Para isso, acrescentou que é preciso construir novos diálogos e novos laços de solidariedade, baseados na generosidade, no altruísmo, na humildade, que podem servir de pontes fundamentais para o fortalecimento da paz e da harmonia social.

A ministra ressaltou que o papel das mulheres angolanas na educação e preservação da paz, cujos exemplos datam desde a luta de libertação nacional, evidenciou-se na fase do multipartidarismo através de movimentos femininos que desenvolveram actividades  cívicas, culturais e religiosas em todo o país.

Exemplificou o movimento pacifistas de Leymah Gbowee, da Libéria prémio Nobel da Paz em 2011 que inspirou as mulheres liberianas na luta pela parte e constitui uma plataforma para a resolução no conflito daquele país da África do Oeste.

No quarto dia do fórum foram discutidas a vulnerabilidade de meninas e mulheres, a violência, a mulher como agente pela paz, redes de mulheres para a cultura de paz em África, além da acção pela paz a favor do clima.

Assuntos Angola  

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