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22 Setembro de 2019 | 18h41 - Actualizado em 23 Setembro de 2019 | 17h12

Ministro encoraja debate sobre diáspora africana

Luanda - O ministro da Comunicação Social, João Melo, sugeriu, neste domingo, que a situação das diásporas africanas seja discutida no próximo Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, a decorrer em 2020, em Angola.

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Ministro da Comunicação Social, joão Melo

Foto: Rosário dos Santos

Ao proferir o discurso de encerramento da primeira edição da Bienal, realizada de 18 a 22 de Setembro, em Luanda, o governante afirmou que esse debate deve ser feito pelos africanos.

João Melo entende ser um espaço adequado para analisar não só o grau e a natureza de integração das diásporas africanas nas sociedades a que pertencem, mas também as possíveis formas de colaboração com os países africanos independentes.

Quanto à primeira edição da Bienal da Paz, afirmou que a principal conclusão foi "o apelo para a formação de uma coligação múltipla de parceiros, para a capacitação dos povos africanos e para a transformação positiva das sociedades".

Destacou que isso deve envolver as comunidades económicas regionais, instituições académicas e associações profissionais, organizações internacionais, o sector privado, a sociedade civil, filantropos e personalidades influentes no continente e do exterior.

Disse que foram feitas recomendações e sugestões para que a comunicação social reforce o seu papel como promotora da paz e do desenvolvimento de África.

"O actual Governo angolano compreendeu, desde o princípio, após as eleições de 23 de Agosto de 2017, a importância de criar, no país, um sistema de comunicação social aberto, plural, livre e diversificado", expressou.

Segundo o governante, essa abertura é reconhecida não só pela sociedade angolana, mas também por organizações internacionais independentes, que têm melhorado a posição de Angola no ranking de liberdade de imprensa.

“Estamos conscientes de que ainda há muito a fazer e vamos fazê-lo”, declarou.

Afirmou que o Executivo angolano aceita o repto de investir na capacitação das pessoas para pensarem e usarem de “modo crítico” as informações que recebem através desses meios, que podem servir para informar e libertar, como manipular grosseiramente, criar a polarização, assediar, estimular o ódio e voltar a escravizar.

A Bienal é uma plataforma que visa desenvolver e consolidar uma cultura de paz e não-violência, desencadeando um movimento Pan-Africano que promova a diversidade cultural e a unidade africana.

Sob o lema “Construir e preservar a paz: um movimento de vários actores”, o evento engajou o Estado angolano, a UNESCO e a União Africana.

Durante cinco dias, acolheu pelo menos 2.800 delegados e participantes provenientes de todo o mundo, dos quais quase 2000 de Angola.

A propósito, João Melo destacou as presenças, na Bienal, de três Chefes de Estado (Angola, Namíbia e Mali), da directora-geral da Unesco, do presidente da Comissão da União Africana, do Prémio Nobel da Paz 2018, da comissária para os assuntos sociais da União Africana e do ex-futebolista Didier Drogba, além de ministros de 13 países.

Assuntos Angola  

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