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06 Dezembro de 2019 | 08h28 - Actualizado em 06 Dezembro de 2019 | 08h28

Perito lança desafio às agências de notícias

Luanda - O perito congolês em média, Bernard Mantele, afirmou, recentemente, em Rabat, Marrocos, que o "modelo clássico das agências de notícias é hoje muito questionado e está realmente morto", por causa do desenvolvimento da Internet no Mundo.

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Segundo o perito, que falava na 5ª Assembleia Geral da Federação Atlântica das Agências de Imprensa Africanas (FAAPA), realizada de 29 a 30 de Novembro, as agências de notícias, actualmente, não desfrutam mais do monopólio da informação.

Lembrou que o mundo tornou-se numa aldeia global, revolucionada pela Internet, que impôs um novo ritmo nas técnicas de disseminação das informações.

De acordo com o perito, a Internet incorporou a digitalização, multiplicidade de vectores de imagens, textos, áudios e interactividade, quebrando a lógica da média tradicional.

Mantele descreveu o modelo tradicional como aquele que, operando em ambiente de monopólio, produzia e distribuía o seu produto por atacado, sem preocupações com a melhoria da qualidade. Apesar dessa mudança, tranquilizou os profissionais das agências, sugerindo que não está tudo perdido.

"Onde há morte, há nascimento, que pode dar vida a um novo modelo num mundo competitivo", disse.

Para si, o caminho passa por "reinventar das cinzas" um futuro que tenha em consideração a evolução técnica e tecnológica, a formação, a diversificação da produção editorial e a escolha dos melhores e mais competitivos meios de transmissão ou disseminação de conteúdos.

Entretanto, a reunião da FAAPA teve como ponto mais alto dos debates uma comunicação sobre "Que modelo económico para a imprensa de hoje: está a imprensa escrita condenada a desaparecer?".

A mesma foi apresentada por Mohamed Berradas, PCA da Promo-Press e fundador da Sociedade Árabe-Africana de Distribuição, Edição e Imprensa (SAPRESS).

Na sua comunicação, Mohamed Berrada fez uma incursão pelos factores económicos adversos que colocam em risco a sobrevivência do texto no panorama jornalístico global e africano, em particular, como o preço do papel, cujos custos de produção levaram a sua duplicação nos últimos sete anos.

Para aquele prelector, a produção do papel tem hoje custos ambientais consideráveis, ao mesmo tempo que também se colocam regulamentações cada vez mais restritivas ao consumo da água, outro elemento indispensável no processo de produção do papel. Isso, disse, leva inclusive ao encerramento de fábricas inteiras e ao encarecimento do produto final.

Mas, diz Berrada, essas são apenas as nuances materiais, sendo que existe a "transformação social", traduzida no surgimento de novos modelos de comunicação, electrónica, digital, corporizados nos smartphones, tablets e outros meios que oferecem informação geralmente grátis, rápida e conectada.

Esses factores, por sua vez, afectaram os dois principais itens da conta operacional da imprensa enquanto projecto que busca o lucro, e que são elementos básicos da existência da imprensa escrita tradicional, nomeadamente o leitor e as receitas de publicidade, considerou.

Berrada rematou que "o novo modelo económico do jornal, da imprensa em geral e todos os meios de comunicação é aquele que responda às necessidades do seu leitor, cliente ou usuário de hoje, com as suas exigências do presente".

A 5ª Assembleia Geral da Federação Atlântica das Agências de Imprensa Africanas (FAAPA) contou com a participação de 30 agências de notícias do continente.  

Assuntos Angola  

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