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07 Agosto de 2020 | 21h25 - Actualizado em 07 Agosto de 2020 | 22h28

Sindicatos contestam medida do Minsa

Luanda - Os sindicatos do sector social contestaram, nesta sexta-feira, a transferência do presidente do Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, Adriano Manuel, do Hospital Pediátrico David Bernardino para a direcção dos recursos humanos do Ministério da Saúde (Minsa).

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O responsável sindical, especialista em pediatria, foi transferido recentemente para o MINSA, por suposta divulgação de um áudio a denunciar falta de condições de trabalho no Hospital Pediátrico David Bernardino.

Na suposta denúncia, Adriano Manuel teria afirmado que a unidade hospitalar "registou a morte de 19 crianças em apenas 48 horas, no último mês de Junho".

Além da transferência, o mesmo deverá pagar multa que resultar do desconto de um sexto do seu salário, durante dois meses consecutivos.

Conforme os sindicatos do sector social, que realizaram uma conferência de imprensa a propósito, foi produzido um manifesto conjunto que será remetido ao Presidente da República e a outras entidades, a fim de se rever essa decisão.

Em declarações à Angop, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, Pedro da Rosa, informou que poderão, nos próximos dias, surgir manifestações, aventando a hipótese de uma paralisação dos serviços médicos.

Por seu turno, o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior, Eduardo Alberto, entende que a transferência foi um acto de "má-fé".

Referiu que as denúncias do sindicalista foram públicas e contribuíram para a melhoria das condições de trabalho da unidade hospitalar.

Por sua vez, a vice-presidente do Sindicato Nacional de Professores, Hermínia do Nascimento, disse que o sindicalista agiu como sindicalista, frisando que, nessa condição, tem a obrigação de denunciar.

A propósito do assunto, a ANGOP tentou obter a reacção do Ministério da Saúde, mas não obteve resposta até à altura da publicação desta notícia.

Entretanto, a esse respeito, o director-geral do Hospital Pediátrico, Francisco Domingos, disse, há dois meses, que o aumento de mortes no banco de urgência, por diversas patologias, se deveu à redução no atendimento de pacientes, por causa das limitações da Covid-19.

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