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07 Julho de 2020 | 10h04 - Actualizado em 07 Julho de 2020 | 10h40

Hospital psiquiátrico recolhe doentes mentais no Lubango

Lubango - O Hospital Psiquiátrico do Lubango, província da Huíla, iniciou hoje (terca-feira) uma campanha de recolha coerciva de doentes mentais para tratamento especializado e localização familiar.

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Doente mental no Hospital Psiquiátrico do Lubango

Foto: João Cata

Segundo a directora-geral daquela unidade hospitalar, inaugurada há quatro anos, Madalena Francisco, os doentes serão avaliados e submetidos a tratamento médico e medicamentoso em função dos resultados da consulta.

Referiu que o programa está a ser desenvolvido nos restantes 13 municípios que compõem a província da Huíla, com apoio das administrações locais, e em parceria com as organizações da sociedade civil, respeitando sempre as medidas de prevenção à Covid-19.

Madalena Francisco considerou que um dos factores que levam os doentes para a rua tem a ver com o comportamento dos familiares que os abandonam à sua própria sorte.

De acordo com a responsável, o fenómeno de doente mental na rua não se resolve recolhendo-os, mas, sim, atacando as causas que levam as famílias a abandoná-los, um estudo que decorre há alguns meses, como forma de travar o mal.

Afirmou que o Hospital Psiquiátrico do Lubango tem capacidade para internar 42 doentes. Actualmente, tem 22 pacientes, dos quais oito mulheres e 14 homens, todos em idade adulta, dos 20 aos 70 anos de idade.

Conta ainda com dois médicos expatriados especialistas em psiquiatria, um cubano e outro francês, 20 enfermeiros e uma psicóloga.  

Em contrapartida, a psicóloga Ana Ngueve considerou que a esquizofrenia não tem cura, é um problema congénito do sistema nervoso, cuja causa ainda não foi identificada, mas um doente com a patologia apresenta alucinações, desorganização mental com discursos incoerentes, desconfiança de todas as pessoas, sem motivo aparente, pelo que é vital o acompanhamento da família em pessoas com esses problemas.

O tratamento não é linear, conforme a psicóloga, mas baseado em medicamentos antipsicóticos, que variam de acordo com o estágio de cada doente e de como o seu organismo vai reagir. Se for um doente agitado, começa-se com um tratamento injectável que deve durar três dias, depois o oral, com comprimidos.  

Considerou fundamental o tratamento farmacêutico, pois, sem os comprimidos, o doente não se estabilizará e manterá os indícios e a doença progredirá, pelo que também é importante o uso da terapia e o apoio familiar, para que o doente recupere mais rápido.

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