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25 Junho de 2020 | 13h35 - Actualizado em 25 Junho de 2020 | 13h34

Centro de Reabilitação cria auditório de formação de competências

Huambo - Com objectivo de conciliar a prestação da assistência sanitária, a produção de próteses e a capacitação contínua, o Centro de Medicina e Reabilitação Física “Princesa Diana”, no Huambo, está a construir, desde Março último, um auditório de formação de competências profissionais.

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Fernando Ferreira Vicente - Director do Centro de Reabilitação Física

Foto: Júlio Vilinga

A ideia, segundo o director-geral da instituição, Fernando Ferreira Vicente, em declarações hoje, quinta-feira, à ANGOP, passa em tornar o centro numa referência nacional no tocante à recuperação ortopédica, produção de próteses e muletas, bem como na formação de quadros.

Na unidade hospitalar, localizado no bairro da Bomba Alta, nos arredores da cidade do Huambo, são atendidos, em média diária, nesta fase do “novo normal”, 100 pacientes de todas as idades, contra os anteriores 200, com traumas do parto, da malária, de acidentes de viação, tromboses, de guerra e crianças que nascem com deficiência.

Sem avançar custos da construção, por fazer parte das rubricas de manutenção do centro, Fernando Ferreira Vicente informou que o auditório, que deverá estar equipado com novas tecnologias, com destaque para vídeo-conferência, no âmbito da troca de experiência global, terá ainda uma biblioteca interactiva, de modo a colocar a confiança, acessibilidade e a inovação no topo da reabilitação física.

Sobre o funcionamento do centro, reinaugurado em Setembro de 2019, pelo Príncipe Harry, do Reino Unido, o responsável disse que o mesmo tem uma produção mensalmente em média de 64 próteses, 420 muletas e 24 órteses, cuja meta passa em atingir a auto-suficiência a nível do planalto central e, posteriormente, fornecer para outras regiões do país, com o armazenamento 12 mil tubos, principal matéria-prima para produção de muleta.

Fernando Ferreira Vicente disse que a instituição, única do género no país com valência no internamento, possui 27 camas que recebem, em média, todos os dias, entre 18 a 20 doentes, estando, neste momento, acamados 13 doentes, com prazo estipulado de permanência de 15 dias, numa altura em a mesma controla mil e 282 pessoas com traumas da guerra.

Os pacientes, de acordo com o responsável, encontram no centro o tratamento convencional de fisioterapia, terapia ocupacional e a hidroterapia, também conhecido como fisioterapia aquática, este último implementado em Maio de 2019, com inclusão do serviço de hidromassagem e crio-terapia (tratamento a base de gelo).

Referiu que aos doentes internados são tratadas as unhas (no caso particular das mulheres), preparação do cabelo e outros serviços, com vista a elevar a sua auto-estima, tal como a dos profissionais que, nos últimos meses, passaram a ter uniforme com timbres, distribuídos pela instituição, para uma melhor identificação pessoal e expansão da marca do centro.

Fernando Ferreira Vicente avançou que a instituição, com 145 trabalhadores entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, ortopedistas, enfermeiros, cardiopneumologistas, psicólogos, electro-médicos e técnicos de laboratório, aguarda por um número de, aproximadamente, oito profissionais admitidos no último concurso público, realizado em 2019, dispondo ainda de equipamentos suficientes para a prestação de um serviço sanitário de excelência.

Em funcionamento desde 1979 e reinaugurado a 27 de Setembro de 2019, o centro foi criado para ajudar a recuperação de pessoas com deficiência física e tendo sido o primeiro do género no país, esta unidade conta com características específicas para recuperação de pacientes e fabricação de próteses e órteses.

Assuntos Província » Huambo  

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