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30 Março de 2020 | 23h56 - Actualizado em 31 Março de 2020 | 02h25

Covid-19: CISP regista 21 mil chamadas abusivas

Luanda - O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, nas últimas 24 horas, mais de 24 mil chamadas, das quais 21 mil abusivas, segundo o porta-voz das forças de defesa e segurança, comissário Waldemar José.

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Waldemar José, Porta-Voz do Ministério do Interior

Foto: António Escrivão

Ao intervir, na segunda-feira, na conferência de imprensa de actualização dos dados sobre o novo Coronavíris (Covid-19), Waldemar José explicou que o uso excessivo e inadequada do terminal 111 tem provocado congestionamento na rede, privando as urgências de outros cidadãos.

Afirmou que, em média, esse departamento/serviço afecto à Polícia Nacional recebe 20 mil chamadas por dia, a nível nacional, das quais 90 por cento são inválidas, factor que obrigará ao bloqueio dos números desses indivíduos e consequente colocação numa “Black List” (lista negra).

Em relação aos constrangimentos na via pública, em função da actuação das forças de defesa e segurança, o porta-voz lembrou que enquanto durar o Estado de Emergência muitos dos direitos dos cidadãos serão restringidos, para assegurar o combate contra a pandemia.

Afirmou que durante os primeiros quatro dias dessa medida que o país vive, desde às 00h00 do dia 27 deste mês, foram registadas quebras das regras das actividades excepcionais, por parte de alguns cidadãos para benefício próprio.   

Na ocasião, informou que nesta altura estão suspensas as visitas nas unidades prisionais e celas policiais, sendo que os estabelecimentos penitenciários criaram áreas específicas para quarentena de todos os  cidadãos que forem detidos por qualquer delito.

“Apesar das excepções previstas no Decreto Presidencial sobre o Estado de Emergência, a venda ambulante também deve ser feita em constante movimento com o distanciamento recomendado, sem se criarem pracinhas ou concentração de pessoas na via pública” - notou.

Nesse sentido, apelou as pessoas autorizadas a respeitarem as medidas de segurança, com vista a salvaguardar a saúde pública nacional.

Para os cidadãos com todos os direitos restringidos, o comissário pede para não saírem de casa, sob pena de incorrerem num crime de desobediência, punível nos termos da lei, o que forçou a detenção de pessoas no Bié, Huambo, Huíla, Namibe e Zaire.

"Apelo a sensibilização de todos os cidadãos, que não tenham urgências, a ficarem em casa, porque o risco de infecção abrange a todos", reforçou, alegando que mesmo os profissionais da Comunicação Social devem respeitar as medidas, apesar de as empresas funcionarem 24/24h.

Assuntos Polícia Nacional   Saúde  

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