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24 Março de 2020 | 16h37 - Actualizado em 24 Março de 2020 | 16h37

Covid-19: Português desmente agressões em Angola

Cuito - Um cidadão português, identificado por Altino Vilares, de 63 anos de idade, desmentiu, nesta segunda-feira, os rumores sobre suposta agressão física por populares do Cuquema (Bié), nessa província, por alegadamente possuir o novo Coronavírus (Covid-19).

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Movimento de cidadãos na cidade do Cuito, província do Bié, onde trabalha o português Altino Vilares

Foto: Leonardo Castro

Em declarações à Angop, Altino Vilares, negou categoricamente ter sido agredido física ou verbalmente, quando respondia a uma pergunta, a propósito, feita por um dos jornalistas, em conferência de imprensa com a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta.

O português diz desconhecer totalmente tais especulações, uma vez que chegou de Portugal a 11 de Março com mais um compatriota, pelo que “não foram espancados, nem pelos efectivos do Serviços de Investigação Criminal, nem tão pouco pelos moradores”.

Altino Vilares explicou ter cumprindo todos os exames laboratoriais e que à data da sua chegada não se havia decretado quarentena obrigatório para os cidadãos provenientes de países afectados, uma vez que, em Portugal não existiam casos conforme ocorre actualmente.

Ainda assim, o “caluniado”, em visita de trabalho em Portugal a pedido da empresa de Construção Civil “MSTR”, assegurou que passados já 15 dias sem manifestação de qualquer sintoma, efectuou, juntamente com o seu compatriota, novos exames, igualmente com resultados negativos.

Dentro do Plano de Contingência do Governo do Bié, intensificaram-se as palestras junto da população, assim como outras acções tendentes a mantê-las cada vez mais informadas sobre o modo de prevenção do novo Coronavírus, que já infectou três pessoas em Angola.

O Covid-19  é uma doença nova, contagiosa e perigosa, daí a necessidade de as pessoas adoptem procedimentos para evitar a pandemia e sua propagação, como lavar e desinfectar as mãos, regularmente, tapar a boca com um lenço ao tossir ou espirrar, entre outras medidas.

Assuntos Justiça   Saúde  

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