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25 Outubro de 2019 | 12h07 - Actualizado em 25 Outubro de 2019 | 13h16

Doentes com cancro recusam transferências para IACC

Huambo - Muitos doentes com cancro, residentes na província do Huambo, se recusam a ser transferidos para tratamento no Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC), em Luanda, alegando questões de logística e de acomodação dos acompanhantes.

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A denúncia foi feita hoje, sexta-feita, nesta região do país, pela directora local do Gabinete da Saúde, Jovita André, na abertura da primeira Conferência sobre o Cancro, que está a ser testemunhada pelo director do IACC, Fernando Manuel.

Segundo a responsável, a província, por não ter condições para o tratamento oncológico, é a segunda no país, depois de Benguela, que mais transfere doentes, embora muitos destes se recusem.

Informou que, até ao momento, somente o Hospital Central possui requisitos aceitáveis para o diagnóstico do cancro, mas o tratamento continua a ser feito de forma muito paliativa, facto que obriga transferir doentes para o IACC.

Para reduzir os constrangimentos, garantir o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno, sendo este o pilar de sucesso, Jovita André deu a conhecer que o Governo da Província do Huambo está empenhado, com o apoio do Ministério da Saúde e do IACC, em criar um centro de oncologia.

Entre 2015 e 2017, segundo a directora, foram realizadas, na província do Huambo, 1325 biópsias que resultaram no diagnóstico de 200 doentes com cancro, 49 dos quais no útero e 40 na mama.

Em reacção à denúncia, o director do Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC), Fernando Manuel, admitiu as dificuldades da instituição acomodarem os acompanhantes dos doentes.

Como solução ao problema, apontou a necessidade de serem construídos, numa primeira fase, centros de oncologia nas províncias do Huambo, Huíla, Benguela, Cabinda e Malanje, para atenderem também às regiões limítrofes.

Referiu que esta intenção, constante no Plano Nacional de Saúde, deveria começar por ser implementada em 2014, o que ainda não aconteceu por causa das limitações financeiras que o país enfrenta desde 2015.

Assuntos Província » Huambo  

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