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14 Novembro de 2019 | 18h25 - Actualizado em 15 Novembro de 2019 | 11h17

Anemia falciforme afecta 12 mil crianças por ano

Luanda - Pelo menos 12 mil crianças nascem anualmente, em Angola, com anemia falciforme, informou nesta quinta-feira, em Luanda, a responsável do Centro de Atendimento ao Doente Anémico do Hospital Geral dos Cajueiros, Cláudia Halumbala.

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Pacientes internados em hospital (arquivo)

Foto: Escrivão

A anemia falciforme é uma doença hereditária que passa de pais para os filhos, caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue.

Estima-se que, em todo o mundo, 80 por cento das crianças com essa doença sem tratamento morrem antes de atingir os cinco anos de idade.

Segundo Cláudia Halumbala, que falava numa palestra sobre "A nutrição na anemia falciforme", esta patologia é responsável por oito a 10 por cento da mortalidade em crianças menores de cinco anos em Angola.

A médica explicou que essas crianças só nascem caso os pais sejam portadores do traço ou falciforme positivo.

Explicou que o portador do traço AS é assintomático, enquanto o falciforme positivo SS apresenta toda a sintomatologia da doença.

Aconselhou os futuros casais a fazerem testes de anemia falciforme, para conhecerem o seu estado serológico, a fim de que, em caso de serem portadores da enfermidade, evitarem fazer filhos.

De acordo com a especialista, os casais com traços SS não têm possibilidade de gerar filhos saudáveis, por isso desencorajou a união matrimonial entre essas pessoas.

Apontou as fracas condições socioeconómicas, dificuldade no acesso aos serviços básicos de saúde, desconhecimento da doença, falta de diagnóstico precoce e pouca divulgação sobre anemia falciforme como factores que concorrem para o aumento e agravamento desta enfermidade.

Apelou aos portadores desta doença para consumirem alimentos saudáveis e frescos, assim como a tomarem sumos naturais, com elevado teor de ácido fólico, a fim de os ajudar na produção de novas células sanguíneas.

Assuntos Saúde  

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