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26 Outubro de 2020 | 18h16 - Actualizado em 27 Outubro de 2020 | 11h36

Angola reafirma apoio às reformas na ONU

Luanda - O ministro das Relações Exteriores, Téte António, reafirmou, nesta segunda-feira, o apoio de Angola às reformas do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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Ministro das Relações Exteriores,Téte António

Foto: Pedro Parente

De acordo com o governante, que discursava na cerimónia comemorativa do 75.º aniversário das Nações Unidas, o apoio é extensivo à posição da União Africana (UA), através do Consenso Ezulwini, que defende a expansão do número de membros permanentes no Conselho de Segurança, uma representação africana com dois membros permanentes, com direito a veto e com cinco membros não-permanentes. 

“Mas também gostaríamos de que, enquanto não se realiza a reforma do Conselho de Segurança, uma voz mais forte do continente africano e a reflexão dos interesses do continente africano dentro das decisões do Conselho de Segurança fossem uma prioridade”, frisou  o governante. 

Conforme o ministro, Angola defende, igualmente, a inserção efectiva de quadros angolanos nas organizações internacionais e, em especial, nas Nações Unidas e as suas agências. “Devemos recordar que um estudo recente realizado pelas Nações Unidas, indica Angola como um dos países sub-representados e mal representados no que diz respeito aos quadros dentro da organização”, disse. 

Téte António adiantou que, perante desafios, Angola conta com a contribuição dos parceiros para incrementar acções no capítulo do desenvolvimento, tendo em conta o crescimento económico sustentável, a implementação de políticas contra a emergência climática, da seca e desertificação, da protecção ambiental, em coordenação com a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável e com o Acordo de Paris sobre o Clima.

Como membro da ECOSOC, disse, Angola continua a defender que o processo de desenvolvimento não deve ser associado à acção forte das nações unidas. “O continente africano não deve ser considerado apenas um mar de problemas, mas também é uma terra de oportunidades. Só o desenvolvimento poderá contribuir para mitigarmos um modelo quadro que descrevemos acima”, asseverou. 

Durante a sua intervenção, o ministro destacou ainda a contrbuição de Angola na procura de solução para os conflitos no continente africano.

A nível regional, adiantou, Angola continua a trabalhar em colaboração com as Nações Unidas e com outras organizações em acções destinadas à promoção da cultura de paz.

“Cumpre a todos nós preservar e fortalecer os ideais de um mundo mais justo, pacífico e próspero, livre das grandes endemias e de conflitos.  A comunidade internacional não tem alternativa viável senão o reforço do multilateralismo, que tem nas Nações Unidas o seu melhor sinónimo”, asseverou Téte António.

Assuntos Angola  

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