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03 Maio de 2019 | 13h42 - Actualizado em 03 Maio de 2019 | 14h26

Novas tecnologias permitem atendimento eficaz no Hospital Ngola Kimbanda

Moçâmedes - Um atendimento mais humanizado e eficaz, com o uso de novas tecnologias, está ao dispor dos munícipes de Moçâmedes desde quinta-feira (02), no Hospital Ngola Kimbanda que conta, entre outros serviços, com uma unidade de diagnóstico de Tomografia Axial Computorizada (TAC).

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Namibe: Presidente João Lourenço visita hospital Provincial Ngola Kinbamda

Foto: Francisco Miudo

Namibe: Presidente João Lourenço entrega chaves da ambulancia ao director-geral do hospital provincial Ngola Kinbamda

Foto: Francisco Miudo

Pela primeira vez em 60 anos, os doentes que acorrerem à referida unidade terão acesso a exames como fluoroscopias, raios X digital, ecografias e ecocardiografias, o que torna o hospital especializado nesses serviços, segundo o seu director-geral, Mukuambi Sapalalo.

Em entrevista à Angop, à margem da visita do Presidente da República, João Lourenço, àquela unidade, Mukuambi Sapalalo sublinhou que os hospitais municipais e centros de saúde locais se vão ocupar, a partir de agora, de casos fora dos mencionados.

No quadro do reequipamento do Ngola Kimbanda, cujas obras de reabilitação iniciaram em 2012, outras áreas foram beneficiadas como os Cuidados Intensivos, que recebeu monitores (para avaliação dos sinais vitais) e bombas infusóras (para bombear e controlar os líquidos a serem infundidos para o organismo).

O laboratório, departamento de apoio para os diagnósticos, beneficiou de aparelhos para análises bioquímicas, gasometria (avalia gases no sangue) e serologias (estuda o soro sanguíneo).

Mais camas para internamento

O número de camas para internamento passou de 130 para 159, sem contar com as existentes no Bloco Operatório, Banco de Urgência e Cuidados Intensivos.

No "novo" Ngola Kimbanda destacam-se também os serviços de medicina geral, ortopedia, cirurgia, dermatologia, otorrino, oncologia, cardiologia, oftalmologia e estomatologia.

A estrutura reabilitada inclui um centro de aconselhamento e testagem voluntário do VIH/Sida e serviços administrativos.

Nesta nova fase, o hospital que já havia recebido uma visita de João Lourenço há um ano, vai funcionar com 359 trabalhadores.

Deste número (359), 18 são médicos, sendo quatro angolanos, nove cubanos, três vietnamitas e dois coreanos, e 180 enfermeiros.

Melhorias também se registam na morgue que tem agora 14 gavetas de conservação, contra as quatro anteriores, além de possuir um novo equipamento de frio.

Fábrica de Oxigénio

No quadro das estruturas de apoio ao novo Ngola Kimbanda, uma fábrica de oxigénio será montada a partir deste mês, informou o director-geral, Mukuambi Sapalalo.

O responsável confirmou que os primeiros meios já estão no país, provenientes da Alemanha. “A perspectiva inicial é alcançar uma produção diária de dez garrafas de oxigénio, um produto que muita falta faz ao Bloco Operatório”.

Presentemente as unidades sanitárias do Namibe adquirem garrafas de oxigénio nas vizinhas províncias da Huíla e Benguela.

Alternativa ao fornecimento de energia

Para melhor racionalização dos meios tecnológicos, a unidade conta com um grupo gerador com capacidade de mil e 200 KVA e que funcionando em sistema automático.

Obras e custos

Construído na década de 50, o hospital Ngola Kimbanda beneficiou da primeira obra de reabilitação nos anos 70, tendo sido reinaugurado pelo então Presidente Agostinho Neto, em 1976.

De lá para cá a estrutura física foi se degradando, até ser inscrita, em 2011, no Programa de Investimentos Públicos (PIP) do Governo da Província do Namibe para reabilitação.

Com o início das obras, os técnicos, médicos e pacientes foram transferidos para o hospital municipal do Saco-Mar e centro de saúde Valódia, enquanto o Banco de Urgência funcionava no hospital materno-infantil, com um atendimento diário de cem doentes.

A primeira fase da reabilitação ficou orçada em 435 milhões de kwanzas e teve várias paralisações, devido à crise financeira que o país ainda enfrenta.

Na segunda fase foram disponibilizados, pelo Governo angolano, 66 milhões e 500 mil kwanzas.

As obras cingiram-se à reabilitação total do edifício, destacando-se a substituição das redes de esgotos, canalização de água, bem como a construção de um novo banco de urgência.

No final da visita ao Hospital Provincial Ngola Kimbanda, o Chefe de Estado ofereceu medicamentos, uma ambulância e uma viatura.

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