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07 Novembro de 2019 | 15h49 - Actualizado em 08 Novembro de 2019 | 12h13

Ramalho Eanes galardoado com "Sagrada Esperança"

Luanda - A Fundação Dr António Agostinho Neto conferiu hoje, em Luanda, a "Ordem Sagrada Esperança" a entidades nacionais e estrangeiras que contribuíram para a independência do país, com destaque para o antigo Presidente português, António Ramalho Eanes.

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Sobrinho do ex-presidente de Portugal, Ramalho Eanes, com Maria Eugénia Neto

Foto: Alberto Julião

Presidente da Fundação Sagrada Esperança, Maria Eugenia Neto

Foto: Alberto Julião

Foram também galardoados os nacionalistas Lopo do Nascimento, Lúcio Lara, Ambrósio Lukoki,  Henriques Teles Carreira “Iko” , David Moisés “Ndozi”, João Luís Neto "Xieto".

O reconhecimento das personalidades, cujo acto já vai na sua sexta edição, decorreu durante a conferência denominada "A conquista da Independência de Angola", organizada pela Fundação Sagrada Esperança.

A Ordem Sagrada Esperança é honorífica da Fundação Dr. Agostinho Neto destinada a galardoar e distinguir, em vida ou título póstumo, nacionais ou estrangeiros que se notabilizaram por actos excepcionais, dever de Estado ou tenham contribuído pela luta de libertação nacional em Angola.

Lúcia Lara e Ambrósio Lukoki foram galardoados a título póstumo, assim como Henriques Teles Carreira “Iko”, David Moisés “Ndozi”.

Através de um vídeo exibido na cerimónia, o antigo presidente da República portuguesa (1976- 86), António Ramalho Eanes, destacou a figura e clarividência de Neto, considerando que “grandes foram os seus talentos de espírito e as qualidades de temperamento. Uma personalidade forte”.

Lopo do Nascimento desempenhou, entre outros cargos, o de primeiro-ministro do governo angolano pós independência nacional, alcançada a 11 de Novembro de 1975, e suspendeu, por iniciativa própria, as funções de deputada a Assembleia Nacional, em 2014.

Em declarações à imprensa, Lopo do Nascimento congratulou-se com a distinção, referindo que outras figuras anónimas devem se rever na sua condecoração.

Já Lúcio Lara, militante preponderante da direcção do MPLA, foi um pan-anafricanista, natural do Bailundo, província do Huambo.

No caso de Ambrósio Lukoki, atribuíram-lhe a Ordem pelo seu desempenho enquanto nacionalista, diplomata que exerceu tais funções na França e Tanzânia, e o primeiro  ministro da Educação de Angola.   

Outro galardoado, Henriques Teles Carreira “Iko”, natural de Kibala (Cuanza Sul), foi o primeiro ministro das Defesa de Angola, e João Luís Neto “Xietu”, primeiro Chefe de Estado-Maior general das extintas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA, 1975-81).

Na ocasião, Maria Eugénia Neto, viúva de Neto, destacou o percurso e as peripécias sofridas com o marido, vindos de Portugal para à África, para continuar a luta de libertação nacional.

Histórico das Ordens Sagrada Esperança

Na primeira edição da atribuição da Ordem Sagrada Esperança ocorreu em 2015, tendo a fundação consagrado a categoria às igrejas e reconhecidos os movimentos de libertação nacional e ao finando papa Paulo VI, a título póstumo.

Em 2016, a Ordem consagrou artistas, músicos, intérpretes ou conjuntos, que cantaram sobre Agostinho Neto e o seu feitos.

A terceira edição ocorreu a 2017, conferindo a Ordem em duas categorias, nomeadamente, o reconhecimento da liderança da luta de libertação nacional contra o colonialismo português e do contributo para literatura cabo verdiana e de língua portuguesa.

Por ocasião do 95º aniversário do presidente fundador de Angola (Agostinho Neto), ocorreu na cidade da Praia, a quarta edição, distinguindo, entre outras individualidades, Amílcar Cabral da costa e Alcides Maria Pereira.

Em 2018, os distinguidos foram Marcelino dos Santos, pelo reconhecimento da liderança na luta de libertação contra o colonialismo português e pelo seu empenho na libertação e governação de Moçambique.

Assuntos Política  

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