Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Lazer e Cultura

16 Setembro de 2019 | 23h43 - Actualizado em 17 Setembro de 2019 | 13h01

Matadidi encanta em sarau cultural

Luanda - Com as músicas "Fapla" e "Um minuto de Silêncio", o músico angolano Matadidi Mário protagonizou, segunda-feira à noite, um dos momentos marcantes de um sarau cultural em homenagem ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

músico Matadidi Mário

Foto: António Escrivão

O artista, um dos ícones da música nacional, relembrou, com esses dois temas, o drama do anúncio da morte do fundador da Nação, em 1979, e a actividade das FAPLA.

Nessa actuacao, Matadidi foi acompanhado, entre outros, pelo guitarrista Teddy Nsingui, antigo companheiro na Orquestra Inter-Palanca.

Apesar da idade, Matadidi fez vibrar a plateia com o seu jeito peculiar de cantar e dançar, que lhe valeram "vivos" aplausos.

"Estava eu no avião a ir para o Bié, quando o piloto deu a notícia da morte do Presidente e amigo Agostinho Neto. Queria voltar no momento, mas não pude. Foram dias amargos e fiz de tudo para ir ao Huambo e voltar a Luanda para ver Neto", relatou o músico, referindo-se às canções interpretadas.

Com mais de 40 anos de carreira, Matadidi retratou o cenário de mulheres a chorarem, o anúncio de Lúcio Lara e os contos de Kundi Paihama, que lhe deram inspiração para escrever aquelas duas canções.

Alem desses temas, o músico interpretou tambem "O Presidente disse" e "Volta camarada".  

Nascido em 1942, na província do Uíge, Matadidi fez parte de um conjunto de artistas que se dedicaram à canção política de intervenção, entre 1974 e 1978.

Destacaram-se nesse período entre outros, além de Matadidi, os cantores e compositores Pepé Pepito, Nonó  Manuela, Tabonta e Diana Simão Nsimba.

Tabonta, por exemplo, é o autor de "Wele Neto" (Neto desapareceu), uma das mais belas canções em língua nacional kikongo, uma homenagem, de forte pendor lírico, a António Agostinho Neto. Nesta canção, um clássico desse período, o cantor lamenta, de forma profundamente poética, o vazio deixado pelo desaparecimento do Presidente  angolano.

Durante o sarau cultural de segunda-feira, subiram tambem ao palco os cantores Zé Kafala, Sandra Cordeiro e o grupo Bailado do Cazenga.

A margem do evento, o director Nacional da Cultura, Euclides da Lomba, disse que não foi fácil encontrar Matadidi para participar na homenagem a Neto.

"Matadidi é, a exemplo de Tabonta e outros, um cantor que viveu uma época real da existência de Neto, na qual não se pode esquecer quando se fala da vida e obra do Herói Nacional", expressou.

Para si, a presença de Matadidi nas comemorações do aniversario de Neto representa o passar de experiências contadas, ou cantadas por pessoas vividas naquela época.

Assuntos Cultura  

Leia também
  • 16/09/2019 23:20:38

    Ministra apela maior promoção da figura de Neto

    Luanda- A ministra da Cultura, Maria da Piedade Jesus, apelou, nesta segunda-feira em Luanda, maior promoção, nas escolas, comunidades e por parte dos pais, da vida e obra do poeta maior, com vista a perpetuar a história e os seus valores.

  • 12/09/2019 11:53:52

    Espaço Luanda Arte volta a representar o país na feira internacional em Joanesburgo

    Luanda - A galeria Espaço Luanda Arte (ELA) vai representar Angola, pela segunda vez, na Feira de Arte "FNB Art Joburg", edição 2019, a decorrer de 13 a 15 deste mês, em Joanesburgo, África do Sul.

  • 12/09/2019 03:52:06

    Cultura bantu retratada em exposição

    Luanda - Quinze peças de artes plásticas, que expressam o modo de vida dos ancestrais, particularmente dos bakongos, estão expostas, desde quarta-feira, em Luanda, com vista a valorização da identidade e o resgate da cultura bantu.