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15 Junho de 2019 | 05h51 - Actualizado em 15 Junho de 2019 | 15h17

Festikongo pode dinamizar turismo cultural em Mbanza Kongo

Mbanza Kongo - Os munícipes de Mbanza Kongo, província do Zaire, manifestaram-se, sexta-feira, optimistas na dinamização do turismo cultural com a realização, de 5 a 8 de Julho, do Festival Internacional da Cultura e Artes (Festikongo).

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Mbanza Kongo prepara-se para o Festikongo

Foto: Pedro Moniz Vidal(Arquivo)

Os municípes, que falaram à Angop, acreditam haver potencialidades para se alavancar este segmento do turismo, bastando que sejam feitos investimentos na qualificação de pessoal e criação de infra-estruturas para o efeito.

O jovem Coragem Agostinho Vicente entende que o património histórico e cultural excepcional desta capital do antigo Reino do Kongo desperta interesse no país e além fronteiras, pelo que acredita numa revolução do turismo na vertente cultural e científica após o festival.

“Acredito que virão muitos estudiosos da cultura Kongo, que deverão abrir a rota para que Mbanza Kongo seja realmente um destino preferencial para muitos outros académicos que se dedicam às ciências históricas”, sublinhou.

Na opinião de Paulino Jorzinho, a  realização do Festikongo vai de encontro ao desejo de muitos munícipes  que vêem neste certame a possibilidade de Mbanza Kongo poder expor toda a sua potencialidade cultural, para atrair mais turistas nacionais e estrangeiros.

Segundo o interlocutor, a presença dos países que faziam parte do antigo território do Reino do Kongo (RDC, Congo Brazzaville e Gabão) vai enriquecer ainda mais o evento e permitir a divulgação, com maior abrangência, dos usos, hábitos e costumes da cultura Kongo.

Maria Madalena mostrou-se um pouco apreensiva pelo facto de esta cidade contar com fraca rede hoteleira para poder acolher todos quantos desejam participar deste festival, daí o apelo aos empresários do ramo a investirem na localidade.

Desejou que as poucas hospedarias disponíveis afinem os preparativos para receberem de forma condigna os visitantes, apelando para que as unidades de restauração apostem mais na culinária típica da região, para satisfazer a curiosidade de turistas estrangeiros de degustarem os pratos locais.

No âmbito da preparação do Festikongo, algumas zonas e recintos dos monumentos e sítios históricos de Mbanza Kongo estão a ser requalificados, para dotá-los de boa iluminação, passeios e zonas verdes, entre outras valências.

Decorrem também trabalhos de pavimentação e iluminação do largo António Agostinho Neto, adjacente ao edifício principal do governo provincial, onde deverão decorrer os principais eventos culturais e artísticos como espectáculos musicais, exposições de produtos de arte, culinária, entre outras actividades.

O cine clube local comandante “Bula” também está em obras, devendo albergar colóquios, workshops e outros encontros académicos.

O  Festikongo faz parte das nove exigências colocadas pela Unesco aquando da inscrição do Centro Histórico da capital do antigo Reino do Kongo na lista do Património Mundial, a 8 de Julho de 2017.

Segundo a mesma recomendação, este evento deverá realizar-se, durante três anos consecutivos, em Mbanza Kongo, cabendo depois as autoridades nacionais e locais definir a periodicidade para a sua promoção nos anos subsequentes, sempre na mesma cidade.

Mbanza Kongo foi a capital do antigo Reino do Kongo, que para além de Angola, abarcava à República do Congo, República Democrática do Congo (RDC) e o Gabão.

A actual capital da província do Zaire conta com cinco bairros: Sagrada Esperança, Álvaro Buta, Martins Kidito, 4 de Fevereiro e 11 de Novembro, com uma população estimada em 155 mil e 174 habitantes.

O português e o Kikongo (língua materna) são os idiomas mais falados na localidade, incluindo também o Lingala, dialecto originário da RDC, dada a proximidade com este país.

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