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15 Maio de 2019 | 04h26 - Actualizado em 15 Maio de 2019 | 02h40

Portugal: Angola com dois concorrentes no festival do cinema

Lisboa (Do enviado especial) - Os filmes “O mambo” e “Início do fim” concorrem na 10ª edição do Festival do Cinema Itinerante de Língua Portuguesa (FESTIn), que começa hoje, quarta-feira, em Lisboa (Portugal), nas categorias de Curta-metragem e Documentário respectivamente.

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Mambo (Curta-metragem)

 
Mambo: Gíria utilizada em Angola. Significa algo, alguma coisa. Pode ser referido a um tema de assunto ou a um objecto (ex: temos de fazer um mambo juntos; que mambo é esse?).

 
O Mambo é um filme de acção, comédia e mistério feito na Huíla, onde os seus personagens dão vida a uma insana Odisseia de voltas e contravoltas, perseguições e revelações andando atrás de uma mala, única, especial e mágica cujo conteúdo desperta a cobiça, avidez e inveja de quem a detém e de quem a persegue. O Mambo, realizado por Nuno Barreto, representa tudo aquilo que desperta em cada um de nós a perseguição pela posse de algo e a vontade desmesurada de ter.

 
Nuno Barreto fundou em 2014 a produtora Huilana “Filmes Sem Futuro” (FsF), com o objectivo de elaborar experiências cinematográficas com a comunidade artística do Lubango e, em particular, com os grupos de Teatro da cidade. Desde a sua criação a FsF realizou 10 curtas-Metragens, 6 videoclipes e 12 sketches sátiro-humorísticos integrados no projecto Mbuanjaria. Os Filmes Sem Futuro participaram em 35 Festivais Internacionais de Cinema um pouco por todo o mundo.

 
Início do FIM (Documentário)

 
Realizado por Francisco Gonçalves, o filme, documentário, aborda o momento político em Angola depois das eleições em 1992, a posição da imprensa e das duas principais forças políticas (MPLA e UNITA).

 
Francisco Júnior Gonçalves é realizador e produtor independente. Trabalha na TPA (Televisão Pública de Angola) há mais de 20 anos, onde começou como redactor repórter, passou para operador de câmara e é actualmente director de programas.

 
“O Mambo” vai concorrer, na sua categoria, com o filme português “Casa Amarela”, realizado por Ana Lopes, com a co-produção Portugal/Brasil “Avesso”, de Francisco Colombo, “A viagem de Ícaro” (Brasil/Kaco Olimpio), “Bruma” (Portugal/Sofia Gachim), “Depois” (Brasil/Marcelino Quintella), “Grito” (Brasil/Luís Cassol), “Ruptura” (Portugal/Gonçalo Santos), “Quatro poetas de Maputo” (Brasil/Igor Pereira).
 

Concorrem ainda para a mesma categoria: “Mulher que eu era” (Brasil/Karen Suzanne), “As vezes sou pessoa, às vezes sou dinossauro” (Portugal/Rosana Soares), “Cetim Rosa” (Brasil/Isabel Melo) e “Cigarrilhas” (Portugal/Passos Zamith).  
 
Por sua vez, “Início do Fim” compete, para melhor documentário, com os filmes “Lusofonas” (Brasil/Carolina Paiva), “Marias da sé” (Portugal/Filipe Martins), “Missão 115” (Brasil/Sivio Da-Rim), “Incerto lugar do desejo” (Brasil/Paula Trabisin), “Saudade mundão” (Brasil/Julia Hannud), “Tarrafal – Dez pancadas no carril” (Cabo Verde-Portugal/João Paradela) e o “Pequeno escritor” (Moçambique/Julio Silva).

 
Os filmes participantes da Selecção Oficial do FESTin, que vai decorrer de 15 a 23 deste mês, são de língua portuguesa, sendo que os filmes em concurso abrangem as categorias de longas-metragens, documentários, curtas-metragens e infanto-juvenil.

Assuntos Cinema  

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