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29 Abril de 2020 | 17h24 - Actualizado em 29 Abril de 2020 | 17h24

Rússia pede ao Irão para não reagir a "provocações" dos Estados Unidos

Moscovo - A Rússia pediu hoje ao Irão para não ceder às "provocações" dos Estados Unidos, num contexto de escalada verbal após um incidente entre navios dos EUA e lanchas iranianas no Golfo.

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Em meados de Abril, os EUA denunciaram "manobras ameaçadoras" de lanchas iranianas junto de navios de guerra norte-americanos na região do golfo Pérsico e o Presidente Donald Trump ordenou mesmo a Marinha norte-americana a abater qualquer embarcação do Irão que se aproximasse perigosamente.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, reagiu hoje a estas acusações apelando aos Estados Unidos para pararem de "conspirar" contra a República Islâmica.

"Os Estados Unidos devem saber que esse golfo se chama golfo Pérsico e não golfo de Nova Iorque ou golfo de Washington", disse o estadista iraniano.

Horas depois da declaração de Rohani, a Rússia pediu ao Irão para não reagir perante as acusações dos Estados Unidos, procurando evitar uma nova escalada de tensão entre os dois países.

"Apelamos à máxima restrição, para não ceder a provocações e retóricas de guerra, agindo estritamente dentro do direito e das normas internacionais", disse Maria Zakharova, porta-voz da diplomacia russa, durante uma conferência de imprensa.

"Moscovo sempre considerou a estabilidade e a segurança na região do Golfo Pérsico como um dos principais factores de paz", acrescentou Zakharova.

As divergências entre os EUA e o Irão existem há quatro décadas, mas a tensão aumentou quando o presidente Donald Trump retirou unilateralmente os EUA do acordo nuclear com Teerão, em 2018, impondo uma série de sanções económicas.

As tensões atingiram novo pico após um ataque aéreo das forças norte-americanas que matou um influente general iraniano em Bagdad (Iraque), provocando novas retaliações de Teerão contra interesses norte-americanos na região.

Assuntos Política  

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