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09 Outubro de 2019 | 05h06 - Actualizado em 09 Outubro de 2019 | 10h37

Investigação de republicanos revela que Rússia ajudou Trump em 2016

Washington - O relatório divulgado na terça-feira sobre uma investigação liderada por republicanos no Senado aponta que a Rússia realmente tentou ajudar o presidente Donald Trump nas eleições de 2016, contradizendo as persistentes negações da Casa Branca, noticiou a AFP.

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O relatório da investigação do Comité de Inteligência do Senado sobre interferência nas eleições de 2016 indicou que uma campanha de manipulação de redes sociais realizada pela Internet Research Agency (IRA), com sede em São Petersburgo, representava "um apoio aberto ao candidato favorito da Rússia nas eleições presidenciais dos Estados Unidos".

"O comité concluiu que a IRA tentou influenciar a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, prejudicando as chances de êxito de Hillary Clinton e apoiou Donald Trump com a liderança do Kremlin", aponta o texto.

"A actividade das redes sociais da IRA foi aberta e quase invariavelmente apoiando a candidatura de Trump", acrescenta.

O comité, liderado pelo senador republicano Richard Burr, divulgou seu relatório em um momento em que Trump continua insistindo que a história de interferência russa é "fake news" ("notícia falsa") e que existe "uma caça às bruxas" sobre a interferência de Moscovo inventada pelos democratas.

Enquanto isso, Trump e seus aliados republicanos estão a pressionar com uma teoria infundada de que a Ucrânia conspirou com os democratas para afectar Trump em 2019.

A colisão das duas versões sobre o que ocorreu no pleito de 2016 está no centro das novas acusações sobre o pedido de ajuda de Trump à Ucrânia para prejudicar seu possível oponente democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020.

Trump está sob a ameaça da abertura de um processo de impeachment na Câmara dos Representantes por tentar envolver Kiev nas eleições do próximo ano e por supostamente reter ajuda militar destinada a esse país para pressioná-lo por informações para ajudá-lo na sua campanha contra Biden.

Os democratas classificaram as medidas como uma repetição de 2016, quando a campanha de Trump supostamente buscou apoio de Moscovo para prejudicar a candidata democrata Clinton.

A investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a eleição encontrou vários casos de tentativas de conluio entre a campanha de Trump e os russos, mas eles não provaram que havia uma conspiração ilegal para obtê-la.

O Comité alertou também sobre a possibilidade de a Rússia tentar interferir novamente na eleição do próximo ano.

"O poder Executivo deveria, na campanha para a eleição de 2020, reforçar diante do público a advertência sobre o perigo de tentativas de interferência estrangeira na eleição de 2020", indica o relatório.

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