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13 Agosto de 2019 | 16h25 - Actualizado em 13 Agosto de 2019 | 16h25

ONU exige inquérito a violência policial em Hong Kong

Hong Kong - A Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, declarou-se hoje preocupada com a repressão das manifestações pró-democracia em Hong Kong e pediu um inquérito imparcial na ex-colónia britânica.

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Michelle Bachelet, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos

Foto: AFP

Michelle Bachelet "condena qualquer forma de violência (...) e insta as autoridades de Hong Kong a abrir um inquérito rápido, independente e imparcial" sobre o comportamento das forças de segurança, indicou o seu porta-voz Rupert Colville numa conferência de imprensa em Genebra.

A Alta Comissária recorda que o direito à liberdade de expressão e à reunião pacífica, assim como o direito de participar nos assuntos públicos são reconhecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Lei Fundamental que rege Hong Kong.

Bachelet sublinha que o seu gabinete possui "provas credíveis de que os agentes das forças de segurança usaram as suas armas de uma forma proibida pelas normas internacionais".

Cita disparos de granadas lacrimogéneas "em áreas povoadas e confinadas, directamente sobre manifestantes (...) com risco considerável de matar ou ferir gravemente".

"O Alto Comissariado pede expressamente às autoridades de Hong Kong para investigarem imediatamente estes incidentes (...) e agirem com contenção para que os direitos dos que exprimem as suas opiniões pacificamente sejam respeitados e protegidos", disse o porta-voz.

A ex-colónia britânica enfrenta a sua pior crise política desde a transferência de soberania do Reino Unido para a China em 1997.

A contestação social começou no início de Junho contra um projecto de lei que pretendia autorizar as extradições para Pequim.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e reivindicam agora medidas para a implementação do sufrágio universal no território, a demissão da actual chefe do Governo, uma investigação independente à violência policial e a libertação dos detidos ao longo dos protestos.

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