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19 Novembro de 2019 | 17h12 - Actualizado em 20 Novembro de 2019 | 09h48

ONU preocupada com uso de força letal no Irão

Genebra - A ONU denunciou hoje, em Genebra, o uso excessivo de força contra manifestantes no Irão, incluindo o recurso a balas reais, manifestando preocupação com os relatos que indicam um número "significativo" de mortos durante os recentes protestos naquele país.

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Bandeira da ONU

Foto: Divulgação

"Estamos particularmente alarmados com a utilização de munições reais que terão provocado um número significativo de mortos em todo o país", afirmou o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, em declarações à comunicação social em Genebra (Suíça).

"Também pedimos igualmente ao Governo que restabeleça imediatamente o acesso dos iranianos à Internet, bem como de outras formas de comunicação, que permitem a liberdade de expressão e o acesso à informação", acrescentou o representante.

Várias cidades do Irão estão a ser cenário de tumultos e de violentas manifestações desde a noite de sexta-feira, protestos que começaram poucas horas depois do anúncio do governo iraniano de um forte aumento do preço da gasolina.

O clima de agitação nas ruas iranianas aparentemente esmoreceu nas últimas horas, apesar do executivo local   ter bloqueado o acesso à Internet e do registo de várias detenções.

O porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos indicou que o número de vítimas mortais nos protestos ronda as várias "dezenas" segundo os "'media' iranianos e outras fontes", admitindo, no entanto, que está a ser muito difícil verificar qualquer balanço de vítimas.

Rupert Colville acrescentou que "muitas" outras pessoas terão ficado feridas durante as manifestações e "mais de 1.000 manifestantes foram presos".

Na noite de segunda para terça-feira, as agências semioficiais iranianas Isna e Fars noticiaram a morte de três elementos das forças policiais, relatando que os agentes tinham sido "esfaqueados" por "manifestantes numa emboscada" na província de Teerão, a oeste da capital iraniana.

Pelo menos outras seis pessoas foram mortas durante os protestos, segundo informações publicadas por várias agências iranianas, grande parte divulgadas sem fontes ou sem muitos pormenores.

Outros balanços de vítimas, com números mais expressivos e pesados, têm sido divulgados através das redes sociais, mas a verificação destas informações é, neste momento, impossível.

"Exortamos as autoridades e as forças de segurança iranianas a evitarem o uso de força para dispersar assembleias pacíficas", disse Rupert Colville.

"E exortamos também os manifestantes a se manifestarem pacificamente, sem recorrer à violência física ou à destruição de bens", prosseguiu o porta-voz.

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