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19 Novembro de 2019 | 16h23 - Actualizado em 20 Novembro de 2019 | 09h46

ONU diz que colónias israelitas são ilegais

Genebra - A ONU reiterou nesta terça-feira, em Genebra, que as colónias israelitas em territórios palestinianos violam o direito internacional, observando que o facto dos Estados Unidos terem decidido considerá-las legais não tem qualquer impacto.

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Bandeira da ONU

Foto: Foto divulgação

"Uma mudança na posição política de um Estado não modifica o direito internacional existente, nem a sua interpretação pelo Tribunal Internacional de Justiça e pelo Conselho de Segurança", disse o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville.

O escritório de direitos humanos "continuará a seguir a posição de longa data das Nações Unidas de que os assentamentos israelitas violam o direito internacional", disse Colville aos repórteres.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou na segunda-feira que, após várias consultas, Washington concluiu que as colónias israelitas na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental "não são contrárias ao direito internacional".

A decisão coloca os EUA em desacordo com praticamente todos os países e com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que declaram que os assentamentos são ilegais à medida que são construídos em terras ocupadas.

Embora a colonização de Israel na Cisjordânia e Jerusalém Oriental seja realizada por todos os governos israelenses desde 1967, nos últimos anos se acelerou com o impulso do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu aliado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Atualmente, mais de 600.000 israelenses coexistem em conflito com cerca de três milhões de palestinos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, a parte palestina da cidade ocupada e anexada por Israel.

Assuntos Justiça  

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