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11 Julho de 2020 | 06h04 - Actualizado em 11 Julho de 2020 | 06h03

PIIM devolve dignidade a mais de dois mil alunos na Catumbela

Lobito - O sonho de estudar em condições dignas está a transformar-se realidade para dois mil e 240 alunos no município da Catumbela, por meio da construção de quatro escolas cujas obras estão asseguradas pelo Programa Integrado de Intervenção Municipal (PIIM).

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Benguela: Leopoldo Muhongo, vice-governador provincial de Benguela para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, inspeccionando as medidas da obra de uma escola do Biópio

Foto: Cortesia do GCS da Administração Municipal da Catumbela

As quatro unidades para o ensino primário, com sete salas de aula, cada, estão a ser construídas, desde Maio e Junho, na vila-sede do município da Catumbela e nas comunas do Biópio, Praia do Bebé e do Gama, para atender, sobretudo, os alunos que estudam, actualmente, em mais de 100 turmas improvisadas, em catequeses, estruturas de chapas de zinco e debaixo de árvores.

Na sequência da visita de inspecção, esta semana, do vice-governador provincial para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Leopoldo Muhongo, o director municipal da Educação na Catumbela destacou os ganhos do PIIM na melhoria da qualidade da habitabilidade das escolas na localidade.

Carlos Tolosso assume que uma das maiores lutas do sector da Educação é reduzir de 50 ou 60 para, pelo menos, 40 o número de alunos por turma, por um lado, e, por outro, a inserção das crianças fora do sistema de ensino na vila-sede e na comuna do Gama.

“À medida que o tempo passa, vamos inserindo mais crianças, o que permite que as turmas superlotadas reduzam consideravelmente”, explica Carlos Tolosso, que garante estar salvaguarda a questão dos professores para o funcionamento dessas infra-estruturas.

Embora reconheça que as novas escolas não vão terminar com as turmas improvisadas, o gestor da Educação na Catumbela acredita que os 2.240 alunos que vão ganhar melhores condições são, para já, um “indicador encorajador” para que as autoridades continuem nesta senda.

Alunos ansiosos

Por exemplo, a construção da escola no bairro da Cabaia, comuna do Gama, orçada em mais de 99 milhões de kwanzas, recursos do PIIM, gera satisfação no rosto da encarregada de educação, Volé Ngueve, por ser a primeira que a comunidade vai ganhar dentro de pouco tempo.

A encarregada de educação lembra que hoje a Cabaia é um “mundo de lamentações”, simplesmente porque as crianças aprendem o ABC em salas provisórias de bate-chapa, onde faz muito calor, e que por isso todos querem ver as obras da futura escola já concluídas.

Eduardo Henrique, 13 anos, estuda numa das turmas provisórias da Cabaia, e conta que, desde o começo da obra da nova escola, todos os dias acorda cedo só para ver se os pedreiros já estão no local a trabalhar.

Amparado por Domingas Simões, sua colega da 7ª classe, Eduardo até se gaba do desenho arquitectónico da futura escola estampado numa placa informativa da obra, com o logótipo do PIIM, e que atrai a curiosidade dos transeuntes.

Quem também está ansioso por ver a escola finalizada o quanto antes é Hilário Chilala, por sinal, um dos sete ajudantes da mesma empreitada,  

“É um privilégio porque além dos meus sobrinhos amanhã poderá ser para os nossos filhos”, atirou.

João Ndala, soba da comuna do Biópio, considera a escola primária, em construção por mais de 91 milhões de kwanzas de investimentos do PIIM, como sinonimo da alegria do povo, principalmente as crianças das aldeias que verão encurtadas as distâncias que percorriam em busca do saber.

Objectivo do PIIM vingou

Enquanto isto, o administrador municipal da Catumbela, Fernando Belo, considera que as expectativas quanto à conclusão das obras das escolas dentro dos prazos de execução são bastante boas e só mostram que o PIIM veio para dar mais vida aos municípios.

De igual modo, o vice-governador provincial de Benguela para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Lepoldo Muhongo, diz que tem “fé” que no fim das empreitadas do PIIM o município da Catumbela saia mais enriquecido com as novas escolas, que vão permitir melhores condições de ensino e aprendizagem a “muito mais crianças”.

Ainda disse estar satisfeito pelo facto de as obras estarem a seguir seu curso normal, 45 dias depois de iniciadas, daí que as autoridades vão continuar a acompanhar para assegurar o máximo de qualidade desejável.

Segundo o governante, umas obras estão mais adiantadas que as outras e, por isso, aconselha-se maior articulação entre todas as entidades que participam na execução destas empreitadas.

No presente ano lectivo, entretanto interrompido desde Março, no âmbito das medidas de prevenção ao novo coronavírus, que afecta o país, o município da Catumbela matriculou 60 mil alunos, da iniciação à 13ª classe.

Com um orçamento equivalente em kwanzas a dois mil milhões de dólares norte-americanos, financiados com recursos do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), o PIIM foi lançado em meados de 2019, pelo Presidente da República, João Lourenço, e prevê a concretização de projectos de vias de comunicação, repartidos pela colocação de asfalto, reabilitação e terraplanagem de estradas.

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