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19 Outubro de 2018 | 15h39 - Actualizado em 19 Outubro de 2018 | 16h04

Redução da merenda em Benguela contribui no insucesso escolar

Benguela - A diminuição do número de alunos a beneficiarem de merenda escolar nos últimos três anos, no município de Benguela, de 24 mil (2016) para mil e 500 no presente ano lectivo, devido a crise económica que o país vive, tem contribuído para o aumento do insucesso escolar nesta região.

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Alunos de uma escola primária (arquivo)

Foto: Gaspar dos Santos

O director municipal da Educação, José Januário, que falava hoje, sexta-feira, à imprensa sobre o Programa de Merenda Escolar, considerou que sofre um abrandamento considerável devido a insuficiência de verbas por parte do ministério de tutela.

Aliado a esse abrandamento, explicou, concorre também para o baixo aproveitamento escolar a difícil situação financeira em que se encontram muitos pais e encarregados de educação.

“Dos 24 mil e 600 alunos que beneficiavam deste programa a vários anos regista-se, nos últimos três anos, uma redução muito acentuada, abrangendo actualmente mil e 150 alunos de três escolas do município sede”, disse.

As escolas que recebem merenda escolar estão localizadas nas comunas do Capelongo, Quende e Mangue, periferia da cidade de Benguela.

O Gabinete Provincial de Benguela da Educação informou à Angop que, neste momento, apenas crianças de escolas primárias localizadas no interior da província beneficiam da merenda escolar. 

A preocupação do Executivo prende-se com a retomada do Programa de Merenda Escolar em todos os estabelecimentos de ensino primário e do 1º ciclo dos municípios litorâneos da província, por forma a conter o grau de absentismo e alargar os níveis de aproveitamento escolar.

O Programa de Merenda Escolar é de âmbito nacional, aprovado em 2013, e visa combater o insucesso escolar e aumentar as taxas de assiduidade dos alunos, fundamentalmente de escolas localizadas nas regiões periféricas e premeia crianças com carências sociais, alimentando-as com papas de cereais, bolachas e água potável.

A merenda está inserida no Programa de Combate à Pobreza e resulta da descentralização administrativa que está a ser implementada pelas administrações municipais, cabendo ao ministério da Educação (MED) a responsabilidade de orientar metodologicamente no que tange à qualidade dos produtos, em parceria com o Ministério da Saúde. 

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