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26 Maio de 2020 | 19h35 - Actualizado em 26 Maio de 2020 | 22h14

INADEC apreende farinha de trigo em Benguela

Benguela - Duzentos e 64 sacos de farinha de trigo acondicionados num armazém do bairro Alto Esperança, na cidade do Lobito, foram apreendidos, na segunda-feira, pelo INADEC.

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Segundo o director do INADEC na província de Benguela, Manuel Furtado, o referido armazém é propriedade de um cidadão eritreu e no seu interior foram encontrados também 1.310 sacos de sal de 25 quilogramas, com má apresentação comercial, sem rótulo e bastante sujos.

Segundo o responsável, receberam uma denúncia de um cidadão que dizia ser frequente a adulteração de produtos diversos naquela zona.

Ao entrarem no armazém, explicou, sentiram um cheiro nauseabundo muito forte proveniente dos sacos de farinha de trigo, que estavam cheios de gorgulho ainda vivos, tanto no seu exterior como no interior.

“Os sacos de farinha de trigo, embora tenham como data de caducidade 2021, pelo seu estado de conservação, vão ser imediatamente incinerados, enquanto amostras do sal foram enviadas a um laboratório para aferir a sua qualidade”, frisou.

Apelou as panificadoras a ajudarem na fiscalizarem da proveniência, caducidade e modo de acondicionamento da farinha nestes armazéns, pois o pão é dos alimentos mais consumidos pela população.

Admitiu a possibilidade, pela quantidade encontrada no armazém, de que parte desta farinha já esteja no mercado de consumo, pois o referido cidadão eritreu é um dos maiores fornecedores de farinha de trigo e sal para a indústria panificadora local.

O director disse que o processo corre os seus trâmites administrativos/legais para se apurar os factos e atribuir responsabilidades.

Manuel Furtado adiantou que a equipa multissectorial do governo de Benguela apreendeu, nas últimas 24 horas, mais 67 caixas de iogurte de marca Pascual, sabor a baunilha, com data de caducidade adulterada, no mercado formal.

Manifestou preocupação pelo facto de terem sido detectados dois armazenistas na cidade de Benguela a comercializarem o referido produto com data de caducidade já vencida.

“Os consumidores normalmente adquirem os seus bens de consumo nesses grossistas, pelo que a situação é preocupante”, disse.

Explicou que os autuados alegam ter recebido o iogurte de uma vendedora ambulante, constituindo uma infracção grave, tendo em conta que os agentes económicos não devem adquirir produtos por essa via. É uma prática ilícita segundo a lei 1/7 de 14 de Maio, Lei das actividades comerciais.

“As autoridades vão continuar o seu trabalho de fiscalização, de modo a retirar do mercado todo lote deste iogurte já vencido”, concluiu.

A equipa multissectorial do governo de Benguela é composta pelo Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, SIC, inspecções da Saúde e do Comércio.

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