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09 Março de 2020 | 16h42 - Actualizado em 09 Março de 2020 | 16h42

CFM reabre troço Lubango/Menongue

Lubango - O troço Lubango/Menongue por linha férrea foi reaberto hoje depois da interdição a 28 de Dezembro de 2019, resultante do rompimento da passagem hidráulica no ramal do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), na localidade de Olivença, município da Chibia, na Huíla, arrastado pela chuva.

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Composição do CFM

Foto: Amélia Oliveira

Em declarações à imprensa o PCA do CFM, Daniel Quipaxe, disse que repuseram a passagem hidráulica, assim como removeram o solo que impedia a circulação das águas de um lado para o outro, um trabalho que custou à empresa 210 milhões de Kwanzas.

Referiu que a manutenção na linha férrea é regular, mas nem sempre os técnicos estão preparados para determinados trabalhos, o que aconteceu no troço, pois era uma obra que tinha de ser profunda, mas foi sendo feita com alguma facilidade.

Assegurou que a nova passagem hidráulica tem uma durabilidade para mais de 100 anos, dando a possibilidade dos técnicos entrarem nela e circularem de um lado para outro para fazer  manutenção, o que não acontecia com a anterior, por ter um diâmetro pequeno, sem dar alternativa dos especialistas passarem.

“Estamos satisfeitos, e dentro de dois a três dias vamos ter o comboio a circular entre Lubango/Menongue. Agora são questões internas, a de retirar o pessoal técnico que está na Matala e regressar para o Lubango e daí avançarmos com os trabalhos sem constrangimentos. Vamos manter as frequências que o CFM tem no troço, de dois comboios diários”, declarou.

Satisfação dos cidadãos

A negociante Teresa Rebeca disse que enfrentavam dificuldades por não ter o comboio para escoar os seus produtos para o município do Quipungo e Matala, mas com o troço recuperado, vai deixar de remediar e fazer as suas vendas.                                                                                                                                                                                                        Para Laurentino Chimuco, outro cidadão que se beneficia do comboio, disse que a fome piorou com a falta de transitabilidade férrea no local e com o comboio a circular satisfaz, uma vez que as pessoas levavam os seus produtos da Olivença/Menongue e Olivença/ Lubango, para serem comercializados, a fim de garantirem o sustento das suas famílias.

“As pessoas transitavam de automóvel e gastavam até a Matala de mil a 1500 kwanzas para levar as suas mercadorias, sendo que de comboio paga-se no trajecto Lubango/Olivença 226 kwanzas e de Olivença/Matala perto de 400 kwanzas”, detalhou.

Por sua vez, Alfredo Bernardo disse que demoravam dois dias para fazer o transporte das mercadorias por estrada, com diversos desconfortos, mas com a circulação férrea reposta no troço, vão poder intensificar as vendas dos seus produtos. 

Durante a paralisação do troço Lubango/Menongue, que causou prejuízos na ordem dos 30 a 35 milhões de Kwanzas mensais para a empresa, o CFM encontrou uma alternativa, desde 08 de Janeiro deste ano, de ter  operações de transporte de carga e passageiros no percurso Matala/Menongue e vice-versa, num percurso de 322 quilómetros.

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