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18 Fevereiro de 2020 | 12h34 - Actualizado em 18 Fevereiro de 2020 | 15h39

Cuanza Sul: Arranque do cultivo do algodão condicionado

Sumbe - O cultivo do algodão na província do Cuanza Sul poderá arrancar no próximo ano, desde que sejam ultrapassados alguns constrangimentos, entre eles a desmatação de mil e 500 hectares, soube a Angop, segunda-feira.

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Kun Tae Lim, Director de projectos da Joong Won

Foto: Luis Catraio

subestação eléctrica da Quipela no Sumbe

Foto: Luis Catraio

O coordenador do perímetro irrigado da Quipela, Abel Bala Kinzeca, apontou outras dificuldades, como sejam os atrasos na atribuição de talhões aos produtores e a falta de meios logísticos para o pleno funcionamento do núcleo de gestão.

Por outro lado, o responsável entende que o Ministério da Agricultura crie um parque de máquinas pesadas e especializadas para o cultivo do algodão e outras culturas de rotatividade a serem introduzidas no projecto.

A probabilidade do início do cultivo ganhou força depois da instalação de um transformador de 6,6 MVA na subestação de Conje, perímetro irrigado da Quipela, que vai assegurar o fornecimento de energia às infra-estruturas de irrigação e de apoio à produção agrícola.

A subestação vai receber energia a partir da subestação da barragem hidroeléctrica do Cambambe, no Cuanza Norte.

O projecto de cultivo de algodão, co-financiado pelo Governo angolano e sul coreano,  já consumiu 66 milhões e 915 mil dólares, mas registou vários constrangimentos, como vandalização dos equipamentos, situação que impediu a sua entrada em actividade efectiva.

Na primeira fase, executada entre Agosto de 2006 e Dezembro de 2009, foram investidos USD  36 milhões e 178 mil, na instalação das infra-estruturas de irrigação,   como a estação de bombagem, reservatórios, estradas, entre outros.

Na segunda fase, foram investidos USD 30 milhões e 737 mil, gastos nas implantação da infra-estruturas de apoio à produção agrícola.

Fazem parte  desse equipamento tubagem para a irrigação, 1.509 hidrantes (torneiras) de alta potência para dois hectares cada uma, armazém, centro de treinamento, oficinas mecânicas e uma vila rural com 85 casas. 

O projecto tem uma área total de cinco mil hectares, dos quais três mil e 178 hectares irrigados.

Depois da sub-estação, o próximo passo será a contratação de pessoal especializado, com 10 a 15 anos de experiência, para assegurar a manutenção e operacionalização da subestação e as electrobombas.

Os testes gerais do empreendimento serão efectuados nos próximos dias e, até Maio deste ano, o projecto será entregue ao Ministério da Agricultura e Florestas, para entrar em operação a partir de 2021.

O administrador municipal do Sumbe, Adão Pereira, que visitou o projecto na segunda-feira, apontou outros constrangimentos, como os que se prendem com o vandalismo, queimadas e a necessidade de colocação de material de construção nos campos agrícolas.


 

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