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03 Outubro de 2019 | 18h49 - Actualizado em 04 Outubro de 2019 | 10h10

Operadores turísticos precisam de perspicácia para sector crescer

Lubango - A ministra do Turismo, Ângela Bragança, declarou hoje, no Lubango, que os operadores turísticos em Angola necessitam de perspicácia, ideias inovadoras e de realizar investimentos sustentáveis para competitividade e crescimento do sector.

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Huíla: Ângela Bragança - ministra do Turismo

Foto: Amélia Oliveira

Angola ocupa a 134.ª posição entre os 140 países avaliados sobre competitividade, no sector das viagens e turismo, a nível do mundo, com 2,7 pontos, de acordo com as conclusões do último relatório do Fórum Económico Mundial de 2019.

Ao falar na abertura do II Conselho Consultivo do Turismo, que decorre na província da Huíla, referiu que o sector está num estado embrionário, no qual os operadores precisam de ser persistentes na competência e no trabalho árduo, para atingir estágios mais avançados de crescimento e maturidade competitiva a nível mundial.

Defendeu, para o efeito, o concurso dos diferentes órgãos para um mesmo objectivo, integrado numa matriz hierárquica de co-responsabilidade, uma vez que o turismo pode ser a alavanca da economia nacional, caso exista complementaridade nos sectores da energia, água, saneamento básico, entre outros.

Referiu que o sector está a caminhar na direcção certa, com a aprovação da Lei do Investimento Privado, planos, programas e acções do Estado que elegem o turismo como um dos sectores prioritários da economia nacional, infra-estruturação de potenciais destinos turísticos, conservação e preservação dos recursos naturais.

Realçou que os requisitos plasmados no caderno de encargos para um turismo responsável e sustentável, que obriga a acolher condignamente os visitantes, não se compadecem com amadorismos e improvisos.

“Para sermos destino turístico na acepção da palavra, temos de facilitar a mobilidade interna, sem descurar a segurança e garantir saúde e assistência médica, fornecer serviços eficientes de internet, prover cama e mesa ajustadas aos preços praticados”, detalhou.

Salientou ser descuidado desenvolver esforços de captação de investimentos, sem o resgate da confiança dos investidores e trabalhar para a estabilização dos indicadores macroeconómicos, um contexto actual de rupturas com políticas insustentáveis.

 “Temos de ser capazes de avançar progressivamente, buscando ideias inovadoras para dinamizar o turismo, mesmo em situação de crise, com ideias, acções e programas viáveis, que viabilizam o turismo interno e estabeleçam pontes para um turismo internacional promissor, fazendo jus ao imenso potencial em recursos que o país possui à escala nacional”, exortou.

A vice-governadora para o sector Político Económico e Social, Maria João Chipalavela, frisou que o turismo é um dos sectores que devem contribuir para a diversificação da economia.

Fez saber que a província tem uma diversidade no património histórico-natural como as grutas de Cangalongue (Chibia), Cascata da Serra da Leba e Estação Zootécnica (Humpata), missões históricas, o centro de biodiversidade e o museu de Ornitologia, entre outros como potenciais para desenvolvimento do turismo.

O II Conselho Consultivo do Turismo decorre sob o lema “Juntemos sinergias para desenvolver o turismo- Uma alavanca para o crescimento económico”, e participam directores nacionais do Ministério do Turismo, dos pólos de desenvolvimento turístico, provinciais, chefes de departamento nacionais, associações, operadores do sector, entre outros.

Durante os dois dias, os participantes provenientes de todo o país estão a analisar Plano Director do Turismo em Angola, como as áreas de interesse e potencial turístico, o fundo de fomento do turismo, o regime jurídico da Instalação, exploração e funcionamento de empreendimentos turísticos, regime jurídico sobre o acesso ao emprego no sector do turismo e da actividade de restauração e similares.

A importância da elaboração dos planos de ordenamento sectoriais ao nível provincial, municipal e local, o programa de desenvolvimento e fomento de aldeias turísticas rurais (Prodefatur), a desconcentração e descentralização administrativa na perspectiva do licenciamento e fiscalização, hotel escola – Modelos para Organização, Gestão e Operacionalização, são de entre outros, os temas que estão a ser abordados no evento.

O fórum está, igualmente, em análise a livre circulação, segurança rodoviária, turismo e transformação digital, um desafio para Angola, turismo nas áreas de conservação, plano de acções prioritárias para dinamização do pólo de desenvolvimento turístico da Bacia do Okavango.

O I Conselho Consultivo Alargado do Turismo decorreu de 05 a 07 de Julho de 2018, na cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul.
 

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