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01 Outubro de 2019 | 19h09 - Actualizado em 01 Outubro de 2019 | 19h09

Huíla quer transformar Lubango em pólo emissor do turismo

Lubango - Um projecto para desenvolvimento turístico do município do Lubango, no período 2020 a 2025, vai ser lançado entre os dias 3 e 4 de Outubro, no Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, visando transformar a região em pólo emissor do turismo no país.

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Director provincial da Cultura, turismo, juventude e desportos, Osvaldo Lunda

Foto: Amélia Oliveira

O objectivo do projecto é reconhecer e tornar o município do Lubango como um dos principais pólos emissores do turismo no país e o seu  plano de acção vai assentar sobre um mapa estratégico, que visa desenvolver o turismo sustentável em três dimensões, nomeadamente ambiental, económica e social.

O objectivo do projecto é, também, preservar e valorizar a cultura da região, o meio ambiente, adequar as infra-estruturas de apoio ao turismo, desenvolver estudos, pesquisas turísticas, qualificar os profissionais de turismo e serviços de atendimento turístico.

De acordo com o director do gabinete da provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Osvaldo Lunda, o projecto foi elaborado pelo governo provincial da Huíla, em parceria com a administração municipal do Lubango (AML) para a criação de diversas estruturas e infra-estruturas de apoio, que vão permitir, dentro de cinco anos, ter melhores e mais serviços hoteleiros e turísticos na localidade.

Em declarações à ANGOP hoje, o gestor disse que a AML terá a obrigação de infra-estruturar as potencialidades turísticas da localidade, colocando água e energia da rede pública, assim como melhorar os acessos, de forma que os investidores consigam montar os seus negócios e, desta forma, aumentarem a oferta de produtos turísticos na província, plano que começa a ser implementado em 2020.

“Tem a finalidade ainda de comercializar e promover o Lubango como localidade turística e implementar estruturas diversificadas para dinamizar a oferta turística. Esperamos que desta forma consigamos fazer uma bola de neve para outros municípios e consigamos atingir um desenvolvimento adequado”, continuou.

Destacou que nas principais referências do turismo na Huíla, evidenciam-se o monumento de Cristo Rei, a Fenda da Tundavala e o Miradouro da Serra da Leba, cujo projecto vai definir as infra-estruturas de apoio que devem ser montadas nos locais, desde água e energia para poderem ter um pólo de desenvolvimento turístico como tal.

Salientou estarem ainda a desenvolver outras potencialidades como as grutas de Ondimba, a Escola e a Estação Zootécnica localizadas no Tchivinguiro (Humpata), uma vez que a estação foi recuperada, mas precisa de adaptação a nível do turismo. “Estamos a trabalhar com a administração daquele município para determinar o tipo de estruturação a ser feita na grutas e com a escola queremos adaptar para turismo os alojamentos, beneficiando antigos estudantes e visitantes”.

Referiu que o turismo na Huíla tem melhorado bastante as suas infra-estruturas e seus serviços e, como tem agregação de todas outras valências, está a obter efeito positivo com as obras das infra-estruturas integradas da cidade do Lubango, atraindo cada vez mais turistas que querem conhecer a província.

A Huíla conta actualmente com mil e 74 estabelecimentos hoteleiros, nomeadamente 13 hotéis, 17 pensões, 14 complexos turísticos, um conjunto turístico, 86 hospedarias, 920 restaurantes e similares e 23 agências de viagem. Tem igualmente 11 monumentos e sítios classificados.

 Plano Director do Turismo

O Ministério do Turismo realiza na quinta e sexta-feira próximas, na cidade do Lubango, província da Huíla, o seu segundo Conselho Consultivo, a ser orientado pela titular da pasta, Ângela Bragança, onde o destaque vai para a análise ao Plano Director do Turismo de Angola.

Durante dois dias, os participantes idos de todo países vão ainda abordar um dossiê sobre as áreas de interesse e potencial turístico, o fundo de fomento do turismo, o regime jurídico da Instalação, exploração e funcionamento de empreendimentos turísticos e o regime jurídico sobre o acesso ao emprego no sector do turismo.

A importância da elaboração dos planos de ordenamento sectoriais ao nível provincial, municipal e local, o programa de desenvolvimento e fomento de aldeias turísticas rurais (Prodefatur), a desconcentração e descentralização administrativa na perspectiva do licenciamento e fiscalização, hotel escola – Modelos para Organização, Gestão e Operacionalização, são de entre outros, os temas que serão abordados no evento.

O fórum terá ainda um painel sobre a livre circulação vs segurança rodoviária, o turismo nas áreas de conservação e outro com a apresentação plano de acções prioritárias para dinamização do pólo de desenvolvimento turístico da Bacia do Okavango.

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