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22 Maio de 2019 | 19h00 - Actualizado em 22 Maio de 2019 | 19h00

Huíla recupera vias de acesso para alavancar sector do turismo

Lubango - A província da Huíla procura recuperar as vias de acesso para as zonas turísticas, implementar infra-estruturas de apoio ao sector e incentivar a redução dos custos nas hospedagens em hotéis e similares, como forma de quebrar os factores que condicionam o crescimento do sector e inibem a procura por parte de turistas.

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Estátua do Cristo Rei no Lubango

Foto: José Falso

A informação foi avançada hoje, à Angop, pelo director do gabinete provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Osvaldo Lunda, referindo que o turismo local “é promissor” e estão a actualizar o inventário afim para avaliar as potencialidades onde direccionar os investimentos, com menos custos, tendo em conta a realidade.

Disse existir um projecto nacional que está na sua fase inicial, com Ministérios do Turismo e de Energia e Águas de garantir os produtos afins, em algumas infra-estruturas turísticas, sendo que localmente foram seleccionadas a Fenda da Tundavala, o monumento do Cristo Rei e a Fenda do Alto Bimbe, para que sejam potencializadas e atraiam investimentos privados.  

“O turismo é transversal, depende de outras áreas para desenvolver, como hospitais condignos, asseguramento, energia, água, vias de acesso e formação. No momento, à Huíla tem formação técnica em hotelaria e formação média sobre turismo, estando para 2020 cursos superiores para o segmento de hotelaria e do turismo na Huíla”, acrescentou.

Declarou que fazer turismo na província tem pouca rentabilidade, por conta da estrutura de custo actual, uma vez que a média da taxa de ocupação anual ronda os 40% e para ter uma rentabilidade aceitável, devia estar na ordem dos 65%.

O sector não recebe investimento directo, sendo que os existentes feitos na área são transversais e o ministério de tutela tem feito algum trabalho como a construção de alguns hotéis.

Governo tem soluções para tornar o sector mais atractivo

As soluções para tornar o sector mais rentável e atractivo passam pela promoção do “Destino Huíla”, que o gabinete tem feito através do site www.visitehuila.com, assim como a participação da província em feiras internacionais, melhorar as condições de oferta na província e transformar as potencialidades em produtos turísticos.

Outro factor tem a ver com a melhoria das vias de acesso aos locais turísticos da província por estrada, linha-férrea e via aérea, assim como estabelecer um alívio nos custos de transportação.

Osvaldo Lunda referiu que à Huíla é potencial no turismo cultural, religioso, de aventura, fotográfico para pássaros e têm estado a trabalhar na vertente mais regional com as províncias do Namibe, Cunene e Cuando Cubango, pois usando as potencialidades dessas províncias podem ter uma oferta maior, como agregar turismo de natureza na Huíla, com o turismo de sol e mar no Namibe e fazer um pacote congregado.

Operadores reclamam da baixa procura e dizem-se “forçados” a apostar noutras áreas para manter o negócio

Para a gerente do Hotel Infortur Lubango, Sónia Ngunza, a conjuntura do país, com a falta de combustível, viagens caras, o difícil acesso aos vistos aos turistas estrangeiros, dificultam o crescimento do turismo na região, uma vez que é na época alta que têm casa cheia.

Apontou os meses de Agosto, finais de Dezembro e início de Janeiro como os de maior pico, sendo que a maioria dos clientes são provenientes de países como Rússia, China e Portugal.

Salientou que muitas pessoas locais não têm a sustentabilidade para fazer turismo interno, mas precisam de dar mais valor ao nacional, pois embora debatem-se com a temática dos preços, mas com dificuldades com energia e água, têm de arranjar alternativas, para manter o serviço, o que influencia no preço do quarto.

O gerente do Hotel Serra da Chela, José Joaquim disse que já é notável uma diferença no turismo local, comparando com há três anos, pois embora deparam-se com a  escassez de divisas, visto que grande parte do material do hotel é feito fora do país.

Na restauração hoteleira é outro sector que enfrenta problemas, já que a maior parte que os estrangeiros hóspedes comem não há no mercado, a título de exemplo contou que restaurante trabalha com lombinho e as vezes vão ao mercado e não tem, podendo demorar dois ou três dias e os fornecedores reclamam por dificuldades de divisas.

Para o agente turístico da “Vivo Tours”, Marcelo Conceição, a cidade está a receber uma nova imagem, o que vai favorecer para melhorar as coisas e mesmo com dificuldades, os turistas não deixam de procurar a província, pelo seu potencial, sendo que o preço dos pacotes são acessíveis e podem negociar com os clientes.

“Em termos de procura estamos a um bom passo, pois em cada dois meses temos um ou dos grupos de turistas, que variam de seis a 10 pessoas, mas número ainda não satisfaz. A nível nacional, ainda não temos o hábito de ocorrer as agências de viagem”, acrescentou.

Já a responsável da agência de viagem Nubri, Arlete Gembelei é necessário fazer uma reestruturação do sector, começando com o saneamento básico, não só nos locais turísticos, mas em toda a cidade, sendo que fazer turismo ainda não é rentável na província, como se espera.

“Estamos numa fase de apertar os cintos, procurar fontes de receitas alternativas de modo a sustentar as nossas infra-estruturas. Ficamos as vezes um mês sem receber turistas, pois a nossa maior fonte de receitas é a venda de bilhetes de passagem e não o roteiro turístico”, frisou.

Declarou que o nacional prefere fazer turismo fora do país, por sair mais barato, que localmente, desde a alimentação, estadia, transporte, entre outros gastos, pois já existiu tempo em que o Lubango era um bom destino, mas desde as oscilações do mercado cambial com a escassez de divisas, o turismo caiu.

A Huíla turística por dentro

A província da Huíla tem 13 hotéis, dos quais dois de quatro estrelas, seis de três, três de duas e duas de uma, respectivamente, 17 pensões, 14 complexos turísticos, 86 hospedarias, 920 restaurantes e similares, 20 monumentos e sítios, 23 agências de viagens e turismo, distribuídos pelos 14 municípios, detendo o Lubango 60% do total.

As tarifas nas principais unidades hoteleiras da província têm um valor médio de 13 mil e 410 Kwanzas por noite, variando entre oito mil a 27 mil Kwanzas. A principal porta de entrada de turista na Huíla tem sido do Aeroporto Internacional da Mukanka, assim como a fronteira sul, através do Cunene.

A província dispõe de cinco tipos de recursos turísticos, nomeadamente os patrimónios cultural imóvel, cultural imóvel, arquitectónico, natural, social e etnológico.

Assuntos Província » Huíla   Turismo  

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