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15 Maio de 2019 | 14h33 - Actualizado em 15 Maio de 2019 | 15h00

Lixo pode paralisar hidroeléctrica de Chicapa

Saurimo - A barragem hidroeléctrica de Chicapa, província da Lunda Sul, pode paralisar a qualquer momento, se não se retirar o acúmulo de lixo que condiciona as condutas, albufeiras e turbinas, advertiu, terça-feira, o director do empreendimento, Kabaca Nzimba.

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Segundo o gestor, três a quatro toneladas de resíduos sólidos são, em média, retirados diariamente ao longo das condutas de água e das albufeiras.

Em consequência, parte dos 9.95 milhões de metros cúbicos de água da albufeira foi consumida por areia do rio Muangueji e resíduos que danificaram os caminhos de força das águas.

Kabaca Nzinga disse que a solução do problema passa por paralisar todas as máquinas, abrir as comportas e tentar retirar a areia acumulada.

Entretanto, o gestor alertou que esse processo pode levar, no mínimo, 22 dias.

A hidroeléctrica de Chicapa, inaugurada em 2008, tem capacidade instalada de produção de 16 megawatts de energia eléctrica, 12 dos quais são para a Sociedade Mineira de Catoca e os quatro beneficiam parte do centro da cidade de Saurimo.

A cidade de Saurimo é alimentada, em cerca de 96 por cento, pelas centrais térmicas, principais fontes de fornecimento de energia.

A Sociedade Mineira de Catoca é a maior empresa diamantífera e principal contribuinte na Lunda Sul, com 46 por cento das receitas fiscais, através dos impostos locais.

Localizado no centro da região leste de Angola, com cerca de 537 mil e 587 habitantes, o município de Saurimo (sede da província) conta, para além da energia proveniente da barragem do Chicapa, com duas centrais térmicas com uma potência de 13 megawatts, enquanto o Cacolo e o Muconda possuem grupos geradores com cinco megawatts cada.

Para aumentar a capacidade de fornecimento de energia em Saurimo, estão em fase de conclusão, a construção de duas centrais térmicas nos bairros Txicumina e Nhama, de 19.6 e 20 megawatts, respectivamente.

Com a entrada em funcionamento das referidas centrais, previstas para o primeiro semestre do ano em curso, o município passará a contar com um total de 56 megawatts.

Actualmente, a nível da província, 11 mil e 642 habitantes beneficiam de energia eléctrica.

Assuntos Economia  

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