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08 Novembro de 2019 | 18h13 - Actualizado em 08 Novembro de 2019 | 18h13

Anagero deve promover desenvolvimento de Okavango

Luanda - O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, exortou hoje, em Luanda, os membros do conselho de administração da Agência Nacional de Gestão da Região de Okavango (Anagero) a promover o desenvolvimento inclusivo das comunidades abrangidas pelo projecto.

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Mais do que explorar de modo racional e sustentável os recursos da região do Okavango, Frederico Cardoso pede ao conselho de administração, nomeado a 14 de Outubro último, a promover o desenvolvimento inclusivo, levando para lá infra-estruturas, como sistemas de água, energia, vias de comunicação e escolas.

Segundo o ministro de Estado, que falava na cerimónia de tomada de posse dos membros do conselho de administração da Anagero, é preciso levar para as áreas do Okavango na parte angolana do projecto transfronteiriço, que envolve cinco países da SADC, desenvolvimento, com a possibilidade das pessoas sonharem com um futuro melhor.

Na cerimónia, em que Rui Lisboa tomou posse como presidente do conselho e Maria Lôa e Miguel Xavier como administradores, Frederico Cardoso pediu aos empossados dedicação nas acções gizadas pelo Executivo, visando o desenvolvimento da região do Okavango, situada na parte angolana na província do Cuando Cubango.

“Trata-se de um trabalho que vai exigir muita dedicação, muita presença na região para que identifiquem, com profundidade, os problemas das pessoas, as necessidades, as prioridades das comunidades”, enfatizou.

Para o êxito da missão, sugeriu ser importante uma articulação permanente com os ministérios do Turismo e Ambiente, departamentos ministeriais que já têm alguns programas nesta região.

No final da cerimónia, o presidente do conselho de administração da Anagero, Rui Lisboa, disse à imprensa que a prioridade recai para a realização de um trabalho conjunto articulado com os vários departamentos ministeriais, de modo a criar condições favoráveis para atracção e captação de investimentos e mudar o quadro da região.

Entende que a grandeza do Okavango deve ser vista na perspectiva dos recursos hídricos, da conservação ambiental e do potencial turístico, com uma área que corresponde a 90 mil quilómetros quadrados, envolvendo os parques nacionais Luengue Luiana e Mavinga.

“Okavango pode ser vista ainda na perspectiva de um potencial destino turístico, precisamente para o aproveitamento desta riqueza natural e por fim temos que olhar o Okavango na perspectiva das comunidades que são os verdadeiros guardiões daquela riqueza natural e que devem ser os principais beneficiários desta actividade no Okavango”, disse.

Com a criação da Anagero, instituto que vai coordenar todas actividades para o desenvolvimento da parte angolana do projecto transfronteiriço Okavango/Zambeze, o Executivo pretende proteger e preservar as componentes ambientais da região e exploração racional, tendo em conta os valores de ordem social, económica, cultural, científica e paisagística existente.

Pretende-se também com a Anagero, cujo estatuto orgânico foi publicado a 11 de Setembro último em Diário da República, fazer o aproveitamento do potencial turístico e ambiental que apresenta a região do Okavango.

O projecto Okavango/Zambeze (KAZA), lançado em 1993, constitui a maior iniciativa transfronteiriça do Continente Africano, que envolve cinco países da SADC, nomeadamente Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe e ocupa uma área de 444 mil e 462 quilómetros quadrados.

A componente angolana desta área transfortenriça da conservação Okavango/Zambeze, dispõe de uma área de 90 mil quilómetros quadrados, integrados pelos municípios do Cuito-Cuanavale, Mavinga, Rivungo, Dirico e Nagove e é parte integrante de dois parques nacionais Luenga Luana e parque nacional de Mavinga.

Recordar que a 04 de Dezembro de 2018, os ministérios do Turismo, Ambiente e a National Geographic rubricaram um protocolo de cooperação para conservação, protecção e preservação da integridade biológica e ecológica da área da Torre de água do Cubango-Okavango-Zambeze e da abrangente Bacia de Cubango-Okavango.

Considerado um dos maiores e mais ambiciosos planos turísticos em todo o mundo, Okavango/Zambeze é um projecto transfronteiriço em execução desde 2015.

 

Assuntos Ecoturismo  

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