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02 Novembro de 2018 | 10h13 - Actualizado em 02 Novembro de 2018 | 11h06

Fazenda Vista Alegre prevê aumentar produção de álcool etílico em 2019

Lobito - Aumentar a produção de álcool etílico para cerca de 50 mil litros por dia, em 2019, de forma a satisfazer as necessidades do mercado nacional, é uma das metas da Fazenda Agro-industrial Vista Alegre, do grupo Alves & Irmãos, instalada na comuna do Cayave, município de Caimbambo, em Benguela.

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À Angop, o presidente do referido grupo, Victor Manuel Alves, apontou a reestruturação da empresa e o aumento da capacidade produtiva da fábrica no Cayave, que vai começar a processar diariamente cerca de 50 mil litros de álcool etílico puro, a partir de Janeiro de 2019, face aos actuais 20 mil, como metas para o próximo ano.

Segundo o empresário, a ideia é abastecer os hospitais e clínicas em todo o país, com álcool etílico de boa qualidade, bem como a indústria nacional de bebidas, numa tentativa de substituição gradual das importações, já que existe uma grande procura no mercado.

Neste momento, a fazenda tem mais de 200 mil litros de álcool em estoques, dois meses depois de ter sido inaugurada, na região do Cayave, pelo governador provincial de Benguela, Rui Falcão.

E Victor Manuel Alves admite que as vendas neste momento estão extremamente difíceis, na medida em que os clientes preferem o produto importado ao nacional por ser muito mais barato. Mesmo assim, defendeu que é preciso persistência para vencer estes obstáculos.

Há dias, uma clínica de Luanda comprou mil litros de álcool etílico produzido pela fazenda, informou. Depois, chegou outra empresa, também da capital, e adquiriu 30 mil litros, movimento que a fonte considera “irrisório”, dada a capacidade produtiva da unidade fabril.

 “A aceitação do produto é boa, mas o nosso preço é que não é bom. Vendemos o litro de álcool a 450 kwanzas, quando na importação custa um dólar norte-americano”, diz ele, sublinhando que o Ministério da Indústria até tem procurado equilibrar o preço do álcool etílico nacional e importado.

Sem cana-de-açúcar, Vista Alegre recorre à Biocom

Relativamente ao processo de produção, o presidente do grupo Alves & Irmãos, presente em Angola desde 1972, fez saber que a fábrica, cuja montagem foi concluída em 2005, está a trabalhar com álcool hidratado da Biocom, que é, no fundo, o projecto mais proeminente em se tratando de cana-de-açúcar em Angola.

“A Biocom tem 20 milhões de litros de álcool hidratado e nos fornecem a quantidade que necessitamos”, ressalta, detalhando que, para fazer álcool etílico puro para os hospitais e como subproduto incorporado no fabrico de bebidas, retira-se primeiro o metanol por ser venenoso.

Victor Manuel Alves queixa-se, por um lado, de que o estabelecimento fabril no Cayave não tem cana-de-açúcar suficiente para poder produzir e, por outro, dos custos com o combustível. Isso justifica o recurso ao álcool hidratado da Biocom, em Malange, apesar de ser caro.

Em termos de volume de negócios, a fazenda ainda não apresenta os resultados esperados, já que não há procura acentuada. Daí que Victor Manuel Alves desconfie que substituir as importações dos últimos anos ainda levará algum tempo, pois trata-se de mudar mentalidades.

“Fizemos investimentos avultados para atingir os 45 mil ou 50 mil litros a partir de Janeiro de 2019”, insistiu o antigo gerente da dependência do Banco de Portugal no município do Cubal, em 1972, tendo afirmado que a produção terá de estar sempre alinhada com as vendas.

Actualmente, a fazenda tem cerca de 300 funcionários, entre eles 10 brasileiros na área agrícola (cana-de-açúcar) e industrial (fabrico de álcool). Contudo, Victor Manuel Alves diz que a mecanização é uma das premissas que o grupo não perde de vista, à semelhança do que acontece na Biocom.

“Já devíamos ter aquilo mecanizado”, citou. E lembrou que há mais gente a trabalhar no campo, em vez de máquinas automáticas como plantadoras e cortadoras, e que o sistema manual é mais caro, devido aos prejuízos na hora da colheita.

A Fazenda Agro-Industrial Vista Alegre tem 150 hectares de área cultivada que, por estes dias, pintam de verde a comuna do Cayave (Caimbambo). Nisso, junta-se, também, outros 600 hectares de terra no município do Cubal.

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