Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Desporto

17 Agosto de 2019 | 16h32 - Actualizado em 17 Agosto de 2019 | 16h31

Kabuscorp - Um campeão "privado da bola"

Luanda - O Kabuscorp do Palanca já tem história no Girabola, apesar de ser um dos mais novos candidatos que, há quase dez anos, briga, sem complexo, pela conquista de títulos nacionais.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

1 / 1

Adeptos do Kabuscorp deixam estádios vazios

Foto: Pedro Parente

(Por Yambeno Jamba)

Pela forma entusiasta dos seus adeptos, que dão "vida" aos vários estádios, não restam dúvidas de que, neste ano, a formação do Palanca será a grande ausente do Girabola.

É isso mesmo; na edição de 2019/20, os adeptos estarão privados do "festival" do Kabuscorp, rebaixado para o escalão secundário do futebol nacional, em consequência de duas sanções aplicadas pela FIFA.

A primeira deveu-se a problemas com a transferência de Tresor Mputu Mabi do TP Mazembe para a equipa angolana, que resultou no rebaixamento para a segunda divisão.

Na sequência, um atraso na quitação da dívida com o antigo campeão do mundo, o futebolista brasileiro Rivaldo Ferreira, custou-lhe o rebaixamento para o campeonato provincial.

Trata-se de um clube que se tornou "gigante", em menos de duas décadas, disputando com o 1º de Agosto, Petro de Luanda, Libolo e Inter Clube os lugares cimeiros. 

Desde 2008, o Kabuscorp tornou-se viral, dentro e fora de campo em Angola.

Depois do modesto oitavo lugar no ano de estreia (2008), viria a sagrar-se campeão em 2013, após altos e baixos nos anos anteriores (12º em 2009, 8º em 2010, 2º em 2011 e 4º em 2012).

Nesses seus 25 anos de fundação (1994, em Luanda), o Kabuscorp do Palanca experimentou o sabor da vitória e apostou numa agressiva campanha de marketing,  com a contratação de jogadores "luxosos".

Além do brasileiro Rivaldo (2012), a lista de "estrelas" mundiais integra ainda o camaronês Albert Meyong, na altura, um dos melhores marcadores da I Liga Portuguesa pelo Vitória de Setúbal, que se transferiu para o clube angolano, com quem sagrou-se campeão em 2013.

Outro "peso pesado" contratado pelos Kabuscorp foi o congolês-democrático Trésor Mputu Mabi, que jogou durante 10 anos no TP Mazembe da RDC.    

Apesar de os seus dirigentes afirmarem que dispunham de recursos para manter o clube na mais alta-roda do futebol, a verdade é que a equipa desceu de divisão na época de 2018/19.

O Kabuscorp tem um presidente carismático, amante do futebol, que vive as partidas como verdadeiro adepto e tem uma empática interação com a massa associativa.

Entretanto, com a sanção do clube, os amantes do futebol ficam privados de observar os alegres adeptos e as danças tradicionais suportadas por violas, "vuvuzelas" e batuques.

É caso para dizer, até quando Kabuscorp?

 

Assuntos Futebol  

Leia também