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12 Agosto de 2019 | 16h55 - Actualizado em 14 Agosto de 2019 | 18h32

Basquetebol/Mundial1994: Pior prestação de Angola

Luanda - A terceira presença de Angola na maior competição de basquetebol a nível do mundo, 12ª edição "Canadá1994", constituiu-se no pior registo da sua história, pois a selecção nacional sénior masculina acabou por comprometer a imagem até então construída, ao ocupar a 16ª e última posição da tabela classificativa.

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Atleta angolano (verm.) em acção ofensiva (arquivo)

Foto: Clemente Santos

Por Valentim de Carvalho

O país alcançou o 20º lugar entre 24 participantes em 1986, na Espanha, e o 13º entre 16 integrantes em 1990, na Argentina.

Com a principal referência (Jean Jacques) limitada, por problemas de saúde, e sem dois dos melhores extremos que muito contribuíram nas campanhas anteriores (José Carlos Guimarães e Manuel Sousa “Necas”), no Canadá, em 1994, revelaram-se insuficientes os argumentos “esgrimidos” pela equipa, sendo superada por sete dos oito adversários que enfrentou.

No torneio realizado de 4 a 14 de Agosto, nas cidades de Hamilton e Toronto, Angola teve uma primeira etapa bastante penosa, à semelhança dos anteriores mundiais, averbando desaires na série C, ante as similares da Rússia (57-94), Canadá (52-83) e Argentina (59-67).

Fruto do fraco desempenho, o conjunto nacional integrou o grupo de selecções que disputariam a fase das classificativas, onde não foi capaz de evitar novas derrotas frente a Alemanha (76-86) e Cuba (71-75), tendo ganho posteriormente o Brasil, por escasso ponto de diferença (79-78).

O representante africano até a altura mais credenciado nesta montra voltou a perder os restantes encontros (71-75) frente a Coreia do Sul e (67-75) diante de Cuba, sendo a segunda derrota imposta pelos cubanos neste torneio, permitindo que outro participante do continente, neste caso o Egipto (14º), terminasse dois degraus acima.

Acometido com dores na região dos maxilares, Jean Jacques viu-se privado de dar seu contributo em dois desafios (Brasil e Cuba), além de ser utilizado por apenas dois minutos diante da Coreia do Sul, numa prova em que o mais experiente integrante do grupo às ordens de Victorino Cunha não esteve tão bem, como habituara os adeptos angolanos.

Longe do seu potencial, o poste baixou a média de pontos por jogo para 7.8, números muito aquém das anteriores edições (Espanha1986, média 17.3 pontos por jogo, e Argentina1990, média 18 pontos), totalizando 47 pontos e 96 minutos, em seis jogos.

Praticamente, as “despesas” estavam a contas de um grupo do qual sobressaiu Herlander Coimbra, uma das principais afirmações daquela era, com 13.1 como média de pontos por jogos e 105 pontos no total, tendo sido o mais utilizado com 254 minutos, em oito partidas.

Herlander ocupou a 27ª posição do quadro geral dos marcadores, entre 175 jogadores, comandado pelo australiano Andrew Gaze com 23.8 pontos, ao passo que nos três pontos, sua principal “arma”, o extremo teve como percentagem 40.9, resultante de 3.6% de conversão em 8.8% de tentativa.

Este item foi dominado pelo norte-americano Reggie Miller com 53.5 de percentagem (3.8% convertidos em 7.1% tentados) e teve ainda como destaque, entre outros, o australiano Shane Douglas com 48 de percentagem (3.6% conversão em 7.5% tentativa) e o alemão Henning Harnisch com 46.2 (1.2% convertidos em 2.6% tentativas).

David Dias com média de 10.9 pontos por jogo, 87 no geral, Aníbal Moreira com 9.5 de média (76 no total), Ivo Alfredo (8.5 média/68 geral) e Ângelo Victoriano (8.3 média/66 total) estiveram igualmente em evidência na equipa conduzida pelo base Paulo Macedo (19 assistências, 7 roubos de bola e 17 pontos).  

Contribuíram ainda Victor de Carvalho, com 3 pontos em 1 jogo, assim como os estreantes Garcia Domingos (31 pontos em 8 jogos), Benjamim Avó (22 pontos em 7 jogos), Honorato Troso (7 pontos/7 jogos) e Benjamim Romano (3 pontos/ 2 jogos).

Angola converteu 532 pontos e sofreu 633, obtendo uma vitória e sete derrotas, na prova ganha pelos Estados Unidos, seguido da Rússia e Croácia. O poste norte-americano Shaquille O’Neal foi eleito jogador mais valioso da competição (MVP).

    

Assuntos Basquetebol  

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