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01 Agosto de 2019 | 12h03 - Actualizado em 14 Agosto de 2019 | 18h34

Basquetebol/Mundial: A estreia angolana há 33 anos

Luanda - O ano de 1986 tornou-se célebre no que ao basquetebol angolano diz respeito, pois foi neste período, mais concretamente a 5 de Julho, que o país se estreou num mundial da modalidade, em Espanha, com a selecção nacional sénior masculina a defrontar a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), uma das maiores potências na altura, juntamente com os Estados Unidos e a ex-Jugoslávia.

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Arquivo do torneio de apuramento ao mundial da China2019

Foto: Gaspar Santos

Por Valentim de Carvalho

De lá pra cá, o conjunto nacional esteve em sete provas, num total de oito edições, conhecendo interregno em 1998, na Grécia.

As campanhas nas copas da Argentina90, Canadá94, Estados Unidos2002, Japão2006, Turquia2010 e Espanha2014 marcam o historial angolano nesta montra, cujo percurso será, doravante, retratado pela Angop, a exactamente um mês do arranque da 18ª edição, China2019, a realizar-se de 31 de Agosto a 15 de Setembro.

A estreia, ou seja “baptismo”, teve resultado bastante desfavorável, com o placar a registar 51-89, a maior diferença pontual dos cinco jogos efectuados pelos angolanos no grupo B, sediado na localidade de Farrol, região de Galiza. O pavilhão “A Malata”, com capacidade para cinco mil espectadores, foi o palco dos jogos da série.

Passam-se 33 anos desde que Victorino Cunha e comandados inscreveram o nome de Angola na “elite” do basquetebol, na 10ª edição da prova, onde em representação do continente africano o grupo liderado, na quadra, por Jean Jacques da Conceição (17.3 média de pontos por jogo) obteve a 20ª posição, entre 24 participantes.

A sua presença nesta competição resultou do meritório segundo lugar alcançado no Campeonato Africano das Nações em Basquetebol, no ano anterior, Afrobasket1985, realizado em Abidjan, no qual a anfitriã (Cote d’Ivoire) sagrou-se campeã e representara também África na copa, visto que o continente dispunha de duas vagas.

Naturalmente, a falta de andanças nestas lides revelou-se determinante na campanha do conjunto nacional, que voltou a perder a segunda partida, a 6 de Julho, diante do Israel, por expressivos 20 pontos de diferença (75-95).

Mas a terceira foi de vez, pois a selecção alcançou a única vitória no torneio, ao superar, a 8 do mesmo mês, a Austrália, por 74-69, um feito que, embora tivesse motivado o grupo, foi insuficiente para evitar desaires nos dois jogos seguintes e consequentemente o sexto e último posto da série B.

O conjunto nacional ombreou ainda, na quinta jornada, com o Uruguai, para quem perdeu por escassos dois pontos de diferença (81-83), mas Jacques, José Carlos Guimarães, Aníbal Moreira e companhia não tiveram forças para ir além, pois vinham de um desgaste físico, da ronda anterior, frente a Cuba, que apesar das boas relações (nas mais variadas vertentes) não “perdoou”.

Cuba aplicou a segunda maior “cabazada” a formação angolana (81-53), contribuindo para que esta ficasse pela fase de grupos, com 334 pontos convertidos, 417 consentidos (saldo negativo de 83), quatro derrotas e uma vitória em cinco partidas, valendo-lhe, no cômputo geral, a 20ª posição, três lugares acima da outra representante africana (Cote d’Ivoire), numa prova ganha pelos Estados Unidos da América. URSS e Jugoslávia completaram o pódio.

A Malásia ficou no último posto (24º), enquanto o jugoslavo Drazan Petrovic foi considerado melhor jogador do torneio (MVP).

Estiveram no mundial de 1986 Josué Campos, Aníbal Moreira, David Dias, Paulo Macedo, Artur Barros, Manuel Sousa “Necas”, José Assis, Francisco Cungulo, Adriano Baião, Gustavo da Conceição, José Carlos Guimarães e Jean Jacques da Conceição.

Assuntos Basquetebol  

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