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04 Abril de 2020 | 00h05 - Actualizado em 03 Abril de 2020 | 23h51

PM são-tomense diz que tudo fará para evitar que a doença chegue ao país

São Tomé - O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, garantiu sexta-feira que o seu governo tem estado a "fazer tudo" para evitar que o novo coronavírus chegue às fronteiras do seu país.

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Jorge Bom Jesus, PM. de São Tomé e Príncipe (Foto arquivo)

Foto: Francisco Miúdo

"Esta doença é muito séria, nós temos estado a acompanhar o seu alastramento ao nível mundial e tudo estamos a fazer para que ela não chegue às nossas fronteiras", disse o chefe do executivo, que falava aos jornalistas no final de mais uma reunião do comité de crise criado para o efeito.

"A nossa grande preocupação e compromisso é para com o povo de São Tomé e Príncipe, com o capital humano, é com a protecção da saúde de cada um e, mais do que com a saúde, é com a vida de cada são-tomense", acrescentou Jorge Bom Jesus.

O primeiro-ministro referiu que criou um Plano de Contingência orçamentado em mais de 50 milhões de euros, financiado pelo orçamento Geral do Estado (OGE) e pelos parceiros de desenvolvimento do país.

"O Governo não vai regatear esforços, sobretudo financeiros, com a doença, nós não vemos pelas despesas, são investimentos para proteger as crianças, os jovens as mulheres e os homens deste país", explicou Jorge Bom Jesus.

O governante reafirmou que, "até este momento", o executivo não tem "constatado um único caso de coronavírus em São Tomé e Príncipe ou casos suspeitos".

"No dia em que o Ministério da Saúde nos informar de que há casos, também eu serei o primeiro a anunciar, e tão cedo quanto possível, quando isto acontecer", garantiu o primeiro-ministro.

Jorge Bom Jesus lamentou que "ao nível da sub-região", esta doença já tenha começado "a ceifar vidas".

"Ao nível mundial, nós temos assistidos a mortes em grande quantidade e esta doença não tem poupado velhos, novos, médicos e enfermeiros, que já começam a faltar", completou.

Por isso, "rogou a todos os são-tomenses" para acatarem as orientações das autoridades sanitárias e da Organização Mundial da Saúde no sentido de se protegerem da contaminação pela infecção da covid-19.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 57 mil.

Dos casos de infecção, mais de 205 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

A pandemia afecta já 50 dos 55 países e territórios africanos, com mais de 7.000 infecções e 280 mortes, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC). São Tomé e Príncipe permanece como o único país lusófono sem registo de infecção.

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