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20 Março de 2020 | 09h58 - Actualizado em 20 Março de 2020 | 13h16

África do Sul dá 6 meses de prisão quem divulgar 'fake news' sobre covid-19

Joanesburgo - As autoridades sul-africanas vão prender quem espalhar 'fake news' (notícia falsa) sobre o novo coronavírus na África do Sul, até seis meses de prisão, de acordo com uma nova lei promulgada no país, divulga a AFP hoje, sexta-feira.

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África do Sul: Arredores da zona de Sandton na Cidade capital Joanesburgo

Foto: Pedro Parente

O país africano tem 150 casos confirmados da covid-19 e é um dos mais afectados na África Subsaariana, registando um aumento de cerca de um terço no número de pessoas infectadas nas últimas horas.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, declarou estado de emergência nacional no domingo, fechou as escolas por três semanas e proibiu a entrada de cidadãos de países afectados pela doença.

Além disso, uma série de leis foi publicada no Diário Oficial para tentar impedir a propagação da pandemia.

"Qualquer pessoa que publique declarações, em qualquer meio, incluindo médias sociais, com a intenção de abusar de outras pessoas sobre a Covid-19 (...) será culpada de um crime e está sujeita a uma multa, uma penalidade de prisão de até seis meses ou ambos", segundo um dos textos.

O ministro da Saúde sul-africano, Zweli Mkhize, repetiu nesta quinta-feira que a pandemia está a se espalhar rapidamente no país.

Até quinta-feira, 210 mil casos e quase 10 mil mortes foram registadas em todo o mundo, quase metade delas na Itália, que ultrapassou a China no número de vítimas fatais.

Até o momento, não há registo de vítimas fatais na África do Sul.

Assuntos África do Sul  

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