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21 Fevereiro de 2020 | 19h17 - Actualizado em 22 Fevereiro de 2020 | 10h47

Violência jihadista provocou mais de 700 mil deslocados no Burkina Faso

Genebra - A violência protagonizada por grupos jihadistas no Burkina Faso provocou 150 mil deslocados este mês, elevando para mais de 700 mil o número de pessoas obrigadas a abandonar as suas casas no último ano, anunciaram hoje as Nações Unidas.

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Logotipo da ACNUR

Foto: Foto divilgação

O porta-voz do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Andrej Mahecic, afirmou hoje que o país é um dos mais afectados pela violência jihadista - que afecta outras zonas no Sahel - e que os ataques destes grupos estão a provocar o aumento em frequência e intensidade.

De acordo com o porta-voz, os grupos jihadistas têm realizado assassínios, violações e roubos a aldeias.

"Os ataques nesta região não têm fronteiras e a rapidez deste aumento da violência em apenas 12 meses é surpreendente", referiu o porta-voz, numa conferência de imprensa, tendo sublinhado que "o nível de atrocidades a que estão expostas as pessoas requer uma acção a longo prazo".

Para responder às necessidades da população, o ACNUR está a aumentar as suas operações na zona, em particular no âmbito da ajuda humanitária a deslocados e refugiados, assim como às comunidades que os acolhem.

O Burkina Faso, com uma população de cerca de 19 milhões de pessoas, é um dos cinco países que compõem o G5 do Sahel, grupo institucional para a coordenação da cooperação regional em políticas de desenvolvimento e questões de segurança na África Central, fundado a 16 de Fevereiro de 2014, em Nouakchott (Mauritânia), juntamente com o Mali, Mauritânia, Níger e Tchad.

Assuntos Burkina Faso  

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