Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

23 Setembro de 2019 | 11h43 - Actualizado em 23 Setembro de 2019 | 11h43

RDC/Ébola: Autoridades começam distribuir segunda vacina em Outubro

Genebra - As autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) anunciaram a introdução, em meados de Outubro, de uma segunda vacina experimental para prevenir infecções pelo vírus do Ébola, anunciou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Dístico do Vírus ÉBOLA

Foto: Divulgação

A nova vacina, fabricada pela multinacional Johnson & Johnson, será administrada, em duas doses com 56 dias de intervalo, a populações em risco em áreas onde não existe transmissão activa do Ébola como uma ferramenta adicional para alargar a cobertura contra o vírus. 

"Ao decidirem disponibilizar uma segunda vacina experimental para alargar a protecção contra este vírus mortal, as autoridades da RDC mostraram uma vez mais liderança e determinação em acabar com a epidemia tão rápido quanto possível", disse o director da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Desde Agosto de 2018 registaram-se na República Democrática do Congo 3.128 casos de Ébola, que causaram 2.095 mortes, segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde congolês.

"A segunda vacina ajudará a assegurar que temos uma ferramenta adicional para prevenir o alastramento da epidemia e uma ferramenta potencial para proteger as populações antes que a doença atinja as áreas em risco", apontou, por seu lado, a directora da OMS para África, Matshidiso Moeti.

A vacina da Johnson & Johnson irá complementar a actual vacina, fabricada pela multinacional Merck, que, segundo a OMS, se tem revelado "altamente eficaz e segura", tendo ajudado a proteger milhares de vidas.

Esta vacina continuará a ser administrada a todas as pessoas com risco elevado de infecção pelo vírus do Ébola, incluindo todas aquelas que tenham estado em contacto com doentes confirmados.

Mais de 220 mil pessoas foram já vacinadas durante a actual epidemia de Ébola na RDC.

Em Maio, o grupo de especialistas da OMS em imunização (SAGE, na sigla em inglês) recomendou o ajustamento das doses da vacina da Merck, bem como a avaliação da introdução de uma segunda vacina.

Foi ainda recomendada a criação de estações de vacinação móveis, para contornar os problemas de insegurança no país, e o aumento de pessoas abrangidas pela vacinação nas comunidades com transmissão activa.

"As mudanças permitiram salvar milhares de vidas. Até ao momento, 973 pessoas infectadas com o vírus do Ébola foram tratadas com sucesso e tiveram alta dos centros de tratamento. Esperamos que o sobrevivente 1.000 regresse à sua comunidade nas próximas semanas", disse Moeti.

Avaliação menos positiva faz a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MSF), que assinala que, apesar dos novos tratamentos e vacinas, a taxa de mortalidade (67%) da actual epidemia de Ébola é semelhante à da África Ocidental de 2014 -2016.

A MSF considerou, em comunicado, que não foi vacinado um número suficiente de pessoas elegíveis devido às limitações da OMS.

"O aumento do ritmo da vacinação e necessário e alcançável. Pelo menos 2.000 a 2.500 poderiam ser vacinadas por dia, em vez das actuais 500 a 1.000 como actualmente", disse Isabelle Defourny, directora de operações da MSF.

A responsável dos MSF sublinha que existe uma vacina segura e eficaz, há equipas prontas para a distribuir, há doses suficientes para aumentar a cobertura de vacinação e a grande maioria da população quer ser vacinada.

"No entanto, a OMS está a restringir a disponibilidade da vacina no terreno e os critérios de elegibilidade por razões que não são claras", acrescentou.

Por isso, a organização reclama a criação de um comité internacional independente para "gerir de forma transparente os 'stocks' de vacinas e a sua distribuição".

Assuntos RDCongo   Saúde  

Leia também