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19 Novembro de 2019 | 15h35 - Actualizado em 19 Novembro de 2019 | 15h35

Camarões: País denuncia suspensão de tratamento preferencial

Yaoundé - As autoridades camaronesas denunciaram segunda-feira, 18 de Novembro, a suspensão, pelos Estados Un- idos da América, do seu tratamento preferencial.

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Mapa dos Camarões

Foto: Angop

Segundo o ministro da Comunicação social, René Emmanuel Sadi, Washington baseou-se numa versão errada dos factos para tirar ao país o seu tratamento preferencial, por causa da violação dos direitos humanos.

Os Estados Unidos ignoram “a realidade dos factos no terreno”, acusando os Camarões de violar os direitos humanos, disse.

Os Camarões vivem um conflito armado no Oeste e Sudoeste do país,  entre separatistas anglófonos e as Forças armadas, que já c acusou mais de três mil mortos, e enfrentam ataques do grupo jihadista do Boko Haram, no Extremo-Norte.

No fim de Outubro, Washington decidiu que as repetidas violações dos direitos humanos internacionalmente reconhecidos, justificavam a suspensão, pelos Estados Unidos, até ao fim de 2019, do tratamento comercial preferencial que os Camarões beneficiavam no quadro da “African Growth and Opportunity Act (Agoa), uma lei que tem a ver com a ajuda ao desenvolvimento em África, encorajando o comércio.

No ponto de vista de Sadi, os Estados unidos “ignoram, não conhecem” ou tem uma vontade deliberada de ignorar a realidade.

Segundo a Embaixada americana nos Camarões, no âmbito da AGOA, aquele país africano exportou para os EUA, 220 milhões de dólares. Paul Biya, 86 anos, é Presiden dos Camarões há 37 anos.

Recentemente, rendeu-se às pressões externas, nomeadamente as dos EUA, da União Europeia e da França, libertando o seu arqui-rival, e candidato presidencial de 2018,  Maurice Kamto, assim como uma centena de seus seguidores detidos, tendo igualmente anunciado as eleições legislativas para 2020, depois de adia-las por duas vezes.

Um relatório da ONG Huamn Rights Watch, considera que a decisão de Washington “serviu de sinal de alarme, porque, por várias vezes, as autoridades camaronesas impediram as actividades políticas públicas de Kamto, desde que saiu da prisão.

Assuntos Camarões  

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