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08 Maio de 2018 | 15h41 - Actualizado em 08 Maio de 2018 | 15h40

África subsaariana: Dívida pública sobre o desenvolvimento preocupa o FMI

Washington - o Fundo monetário internacional prevê um crescimento de 3,7%, para a África subsaariana, em 2018, depois dos 3,4 % de 2017.

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Simbolo do Fundo Monetário Mundial

Foto: Foto divulgação

Preocupada com o aumento de vulnerabilidades económicas num contexto de progressão do endividamento público, a instituição internacional recomenda aos países africanos a melhor dominarem os seus orçamentos, melhorarem a cobrança de impostos e criarem um quadro favorável ao investimento.

São “Perspectivas económicas” tímidas para a África subsaariana, que o FMI publicou terça-feira, 08 de Maio.

No geral, os 45 países da zona conhecem uma “modesta aceleração” do seu crescimento.

É incontestável que o vácuo (+1,4 %) de 2015 passou, porque as economias africanas progrediram, em média, de 2,8 % em 2016; 3,4 % em 2017 e que o Fundo prevê 3,7 % em 2018.

Essa melhoria deveu-se a recuperação dos preços das matérias-primas e a uma aceleração do crescimento mundial que a África subsaariana aproveita, que melhorou o seu acesso aos mercados.

No entanto, o FMI apela no sentido de se evitar a euforia que pode advir dessa melhoria, porque todos os países não aproveitam de igual maneira o ritmo conjuntural.

Os exportadores de petróleo deverão crescer lentamente, como o Congo (+0,7 % em 2018); Angola (+2 %) ou o Gabão (+2,7 %), enquanto os países não exportadores de petróleo terão varias actividades, como a Etiópia (+8,5 %); a Côte d’Ivoire (+7,4 %); o Senegal (+7 %) e a Tanzânia (+6,4 %).

Se o paradoxo vem do persistente crescimento lento da Nigéria (+2,1 %) e da África do Sul (+1,5 %), os estragos dos conflitos no Burundi (+0,1 %) e, principalmente, no Sudão do Sul (-3,8 %), são irreparáveis.

Abebe Aemro Sélassié, director do Departamento África do FMI, explica que «as vulnerabilidades económicas aumentam em vários países que não fazem o saneamento das suas finanças públicas.

Dos 35 países com fraco rendimento na região, 15 são, actualmente super-endividados, ou correm o risco de sê-lo.

Abebe considera que o forte aumento do serviço da dívida pública que dele resultou, consome recursos necessários à Saúde, Educação e às Infra-estruturas.

Assuntos Dinheiro  

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